Sol de Inverno / ultimos versos : 1915
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Sacerdos Magnus , 1881. Transfigurações , 1882. Lyricas e Bucolicas , 1884. Cancioneiro chinês , 1903 (2.^a edição). Ilha dos Amores , 1897. Bailatas , 1907. Sol de Inverno , 1922. Novas Bailatas , no prelo.
Nota: As Bailatas foram publicadas sob o pseudónimo de Ignacio de Abreu e Lima .
Sol de Inverno
(1915)
Livrarias AILLAUD e BERTRAND PARIS-LISBOA 1922
Tip. do Anuário Comercial—Praça dos Restauradores, 24—Lisboa
Com o Sol de Inverno , que, n'este volume, vê a luz da publicidade, e com as Novas Bailatas , que vão entrar no prelo, a obra poetica de Antonio Feijó encerra-se por duas magnificas affirmações do seu alto, delicado e gentilissimo talento. A sua Musa emmudece para sempre. A sua lyra quebra-se. Esses dois livros posthumos são o seu harmonioso canto do cysne… É um grande poeta e um grande artista do verso que dizem o supremo adeus á sua arte, exercida com tanta paixão e tanta nobreza!
Esses livros deixou-os o Auctor dispostos, coordenados, paginados, revistos minuciosamente, para os fazer imprimir. A morte permittiu-lhe, ao menos, cuidar d'esse legado valioso e opulento, que ia testar á litteratura patria. Quando ella o surprehendeu, a 20 de junho de 1917, o trabalho estava acabado.
Mas o mundo ardia em guerra. A Europa era um campo de batalha gigantesco em que os povos, como os Titans da gigantomachia do mytho hellenico, luctavam braço a braço, trucidando-se em torrentes de sangue. As communicações entre a Suecia, onde Feijó fallecera, no seu posto diplomatico, e Portugal, estavam quasi cortadas. Os preciosos e insubstituiveis originaes não podiam ser confiados a transportes aventurosos, a correios irregulares e incertos, ás suspeitas da censura dos belligerantes, aos riscos dos torpedeamentos maritimos. Foi preciso que a paz se fizesse emfim e, com ella, a ordem e a normalidade da vida internacional começassem a restabelecer-se n'esta convulsionada Europa, para que o espolio litterario de Antonio Feijó pudesse vir com segurança para Portugal, trazido pelas mãos dos seus proprios filhos.
António Joaquim de Castro Feijó
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SOL DE INVERNO
OBRAS POÉTICAS, COMPLETAS DE ANTONIO FEIJÓ
ANTÓNIO FEIJÓ
PREFACIO
I
II
III
IV
V
VI
VII
ANTONIO FEIJÓ, O QUE MORREU DE AMOR
A MINHA MULHER
ELEGIA DE ABERTURA
I
DESCENDO A ENCOSTA DO PARNASO
DESCENDO A ENCOSTA DO PARNASO
A ARMADURA
A ARMADURA
A CIDADE DO SONHO
A CIDADE DO SONHO
BEATITUDE AMARGA
BEATITUDE AMARGA
CASTELLO BÁRBARO
CASTELLO BÁRBARO
A AGUIA PRISIONEIRA
A AGUIA PRISIONEIRA
A SELVA ESCURA
A SELVA ESCURA
O LIVRO DA VIDA
O LIVRO DA VIDA
II
DYPTICO
DYPTICO
I
II
PALADINOS
PALADINOS
I
II
CABELLOS BRANCOS
CABELLOS BRANCOS
SOMNAMBULA
SOMNAMBULA
CYSNE BRANCO
CYSNE BRANCO
SÚPPLICA AO VENTO
SÚPPLICA AO VENTO
GOTA DE AGUA
GOTA D'AGUA
A VENTURA
A VENTURA
ENTRE PINHEIROS E CYPRESTES
ENTRE PINHEIROS E CYPRESTES
RIO AMARGO
RIO AMARGO
III
HYMNO Á VIDA
HYMNO Á VIDA
HYMNO Á BELLEZA
HYMNO Á BELLEZA
HYMNO Á DOR
HYMNO Á DOR
HYMNO Á ALEGRIA
HYMNO Á ALEGRIA
HYMNO Á SOLIDÃO
HYMNO Á SOLIDÃO
HYMNO Á MORTE
HYMNO Á MORTE
LENDAS E FABULAS
O AMOR E O TEMPO
O AMOR E O TEMPO
FABULA ANTIGA
FABULA ANTIGA
CLEOPATRA
CLEOPATRA
MOIRO E CHRISTÃ
MOIRO E CHRISTÃ
A RESPOSTA DO ÁRABE
A RESPOSTA DO ÁRABE
A VOCAÇÃO D'IBRAHIM
A VOCAÇÃO D'IBRAHIM
PRINCESA ENCANTADA
PRINCESA ENCANTADA
O ROMANCE DA PASTORA LINDA
O ROMANCE DA PASTORA LINDA
A LENDA DOS CYSNES
A LENDA DOS CYSNES
FIM
SOBRE A «ILHA DOS AMORES»
IGNEZ
INDICE
SOL DE INVERNO
I
II
III
LENDAS E FABULAS