Só - António Pereira Nobre

Produced by Ricardo Diogo and Tiago Tejo. Edited by Rita
Farinha (Biblioteca Nacional Digital—http://bnd.bn.pt). (This file was produced from images generously made available by National Library of Portugal (Biblioteca Nacional de Portugal).)
Je déclare que M. Francisco de França Amado, libraire-éditeur, 141, rua da Calçada, Coimbra: est mon unique représentant et dépositaire de o «Só», pour le Portugal.
1892
Tous Droits Réservés
Aquelle que partiu no brigue Boa Nova , E na barca Oliveira , annos depois, voltou; Aquelle santo (que velhinho e jà corcova) Uma vez, uma vez, linda menina amou: Tempos depois, por uma certa lua-nova, Nasci eu… O velhinho ainda cà ficou, Mas ella disse:—«Vou, alli adiante, à Cova , Antonio, e volto jà…» E ainda não voltou! Antonio é vosso. Tomae là a vossa obra! «Só» é o poeta-nato, o lua , o santo, a cobra! Trouxe-o d'um ventre: não fiz mais do que escrever… Lede-o e vereis surgir do poente as idas magoas, Como quem ve o sol sumir-se, pelas agoas, E sobe aos alcantis para o tornar a ver!
Antonio
Que noite de inverno! Que frio, que frio! Gelou meu carvão: Mas boto-o á lareira, tal qual pelo estio, Faz sol de verão!
Nasci, n'um Reino d'Oiro e flores Á beira-mar.
Ó velha Carlota, tivesse-te ao lado, Contavas-me historias: Assim… desenterro, do val do passado, As minhas Memorias.
Sou neto de Navegadores, Heroes, Lobos d'agoa, Senhores Da India, d'Aquém e d'Além-mar!
Moreno coveiro, tocando viola, A rir e a cantar! Empresta, bom homem, a tua sachola, Eu quero cavar:

António Pereira Nobre
О книге

Язык

Португальский

Год издания

2005-11-30

Темы

Poetry; Portuguese poetry

Reload 🗙