A Alma Nova

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TYPOGRAPHIA SOUSA & FILHO
Rua do Norte, 145
1874
_Meu amigo.
Este livro parece-me um pouco do nosso tempo. Sorrindo ou combatendo, fala da Humanidade e da Justiça, inspirando-se no mundo que nos rodeia.
E porque julgo que elle segue na direcção nova dos espiritos, offereço-o a um obreiro honesto do pensamento: a uma alma lucida, moderna e generosa_.
Dezembro de 1873.
Guilherme d'Azevedo.
Eu poucas vezes canto os casos melancolicos, Os lethargos gentis, os extasis bucolicos E as desditas crueis do proprio coração; Mas não celebro o vicio e odeio o desalinho Da muza sem pudor que mostra no caminho A liga á multidão.
A sagrada poesia, a peregrina eterna, Ouvi dizer que soffre uma affecção moderna, Uns fastios sem nome, uns tedios ideaes; Que ensaia, presumida, o gesto romanesco E, vaidosa de si, no collo eburneo e fresco, Põe crémes triviaes!

Guilherme Avelino Chave de Azevedo
О книге

Язык

Португальский

Год издания

2006-01-30

Темы

Portuguese poetry -- 19th century

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