Infanta: tragédia
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INFANTA
TRAGEDIA POR
MANUEL DE FIGUEIREDO
Diz a Lenda que certo Poeta se apaixonou por uma filha do Rei D. Manuel I, o Venturoso. Chamava-se a Princeza, Beatriz e o Poeta, Bernardim.
A Infanta foi Duqueza de Saboia, e, exilada no seu Ducado humilde e pobre, deu provas de grande engenho e sabedoria, mas a sua vida, dizem as Chrónicas e a Lenda foi triste e saudosa ...
Este livro não é, nem mesmo em sua origem, a historia do amor do Poeta e da Princeza, ou uma evocação da côrte manuelina.
Só depois de abstractamente ter «vivído» o sonho das Descobertas e das Conquistas, e de ter encontrado, para mim, o seu significado, procurei as personagens, fixei os seus valores, defini as suas atitudes e os seus gestos.
Tem portanto este livro um sentido mais alto e mais profundo. É a Tragédia d'um momento que passou e a crença, a fé, a certeza, n'um momento que ha-de vir. É o triumpho eterno da Raça perante o Mundo, os Homens, e o Destino.
Não fiz nem quiz fazer theatro. As personagens têem um sentido mais symbolico do que humano.
A minha Alma viveu o momento passado e visionou o momento futuro:—o Triumpho espiritual da Raça!