Elegia - Manuel Maria Barbosa du Bocage

Elegia

Produced by Tiago Tejo

LISBOA Na Offic. de LINO DA SILVA GODINHO.
Com licença da Real Meza da Commissão Geral sobre o Exame, e Censura dos livros.
Horridas sombras, horridos vapores, Que enlutais estes ares carregados Por onde vão fogindo os meus clamores;
Sinistras Aves, que funestos brados Espalhais de Cyprestes luctuosos, Pela negra Tristeza bafejados;
A vós consagro os prantos dolorosos, Que meus olhos derramão contra a dura, Antiga ley dos Fados poderosos;
Antiga ley, que á feia sepultura Arroja sem respeito, e sem piedade A Virtude, a Grandeza, a Formosura!
Aspera ley, que a pobre Humanidade N'um momento, n'um átomo arremessa Ao centro da medonha Eternidade!
Tremendissima ley, que tão depressa Troca em ais, e desgostos a alegria; Troca a Purpura em luto, o solio em Eça.
Ah! Nunca amanhecera o cruel dia, Esse dia fatal, que tu seguiste, Noite de espanto, noite de agonia.
Téjo, que foste da Tragédia triste O Theatro infeliz, que he do Thesoiro, Que a meus olhos saudosos encobriste?

Manuel Maria Barbosa du Bocage
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О книге

Язык

Португальский

Год издания

2007-10-05

Темы

Portuguese poetry

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