Chronica de El-Rei D. Affonso V (Vol. I)
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Rita Farinha (Jul. 2008)
El-rei D. Manuel encomendou com grande efficacia a Ruy de Pina a chronica de D. Affonso V. E elle escreveu baseado em informações e nos documentos que poude alcançar, com uma sinceridade notavel em chronista de palacio occupando cargos de confiança regia.
Parcial todavia, pouco inclinado a cousas de Hespanha e da nobreza, conta-nos a historia d'esse periodo de fórma que parece preparar o espirito do leitor para as grandes luctas do reinado seguinte.
A historia da épocha de D. Affonso V importa ao estudo da nacionalidade portugueza em qualquer ponto de vista. Affirma-se a auctoridade real, apezar das prodigalidades do rei, a independencia da nação em combates rijos, a expansão ultramarina define-se com o arrojo dos navegantes e dos homens de guerra, a cultura dos espiritos sóbe, os costumes policiam-se, attende-se a melhoramentos materiaes nas povoações.
A propria figura do rei desperta vivamente a attenção; os seus primeiros annos passaram num meio agitado, difficil, triste talvez, pelas luctas palacianas, mas util para a formação de espirito culto pela frequencia, provavel, de homens superiores como os infantes D. Pedro e D. Henrique. Pelo que nos conta Ruy de Pina foi lastima que Affonso V fosse rei, porque era bom de mais, com sua parte de phantasia mansa.
Era um sereno, de piadosa condição , familiar , grande amador de musica e de livros, e tambem de emprezas arriscadas.
Quando a Excellente Senhora professou, grassava em algumas cidades do paiz o contagio com grande intensidade, elle desconsolado quiz deixar a governança, queria ser leigo no seu mosteiro do Varatojo.
Como era generoso e pouco calculista, sem sentir, pouco a pouco, foi accumulando de mercês certos fidalgos insaciaveis, o que originou depois a grande lucta dos primeiros annos de João II.
Rui de Pina
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CLASSICOS PORTUGUEZES
PROPRIETARIO E FUNDADOR
Bibliotheca de Classicos Portuguezes
POR
VOL. I
Duas palavras de introducção
PROLOGO
EL-REI D. AFFONSO
CAPITULO II
CAPITULO III
CAPITULO IV
CAPITULO V
CAPITULO VI
CAPITULO VII
CAPITULO VIII
CAPITULO IX
CAPITULO X
CAPITULO XI
CAPITULO XIII
CAPITULO XIV
CAPITULO XV
CAPITULO XVI
CAPITULO XVII
CAPITULO XVIII
CAPITULO XIX
CAPITULO XX
CAPITULO XXI
CAPITULO XXI
CAPITULO XXII
CAPITULO XXIII
CAPITULO XXIV
CAPITULO XXV
CAPITULO XXVI
CAPITULO XXVII
CAPITULO XXVIII
CAPITULO XXIX
CAPITULO XXX
CAPITULO XXXI
CAPITULO XXXII
CAPITULO XXXIII
CAPITULO XXXIV
CAPITULO XXXV
CAPITULO XXXVI
CAPITULO XXXVII
CAPITULO XXXVIII
CAPITULO XXXIX
CAPITULO XL
CAPITULO XLI
CAPITULO XLII
CAPITULO XLIII
CAPITULO XLIV
CAPITULO XLV
CAPITULO XLVI
CAPITULO XLVII
CAPITULO XLVIII
CAPITULO XLIX
CAPITULO L
CAPITULO LI
CAPITULO LII
CAPITULO LIII
CAPITULO LIV
CAPITULO LV
CAPITULO LVI
CAPITULO LVII
CAPITULO LVIII
CAPITULO LIX
CAPITULO LX
CAPITULO LXI
CAPITULO LXII
CAPITULO LXIII
CAPITULO LXIV
CAPITULO LXV
CAPITULO LXVI
CAPITULO LXVIII
CAPITULO LXIX
CAPITULO LXX
CAPITULO LXXI
CAPITULO LXXII
CAPITULO LXXIII
CAPITULO LXXIV
CAPITULO LXXV
CAPITULO LXXVI
CAPITULO LXXVII
CAPITULO LXXVIII
CAPITULO LXXIX
FIM DO I VOLUME
Lista de erros corrigidos