Pinto Gallo e depois José
PINTO GALLO (só)—Estranho o tratamento de meus filhos. (toca o timbre. José apparece).
JOSÉ—O sr. Gallo cantou?
PINTO GALLO—Cantei?! Eu não sou cantor.
JOSÉ—Eu queria perguntar se tinha tocado; e não diga o sr. Gallo que não canta, porque ainda hontem á meia noite...
PINTO GALLO—É possivel. Tinha estado no gallinheiro do theatro de S. Carlos a ouvir a Favorita...
JOSÉ (admirado)—Ah! O sr. Gallo esteve no galinheiro com a sua favorita!..
PINTO GALLO—Vamos ao que importa. Déste o recado ao alfayate?
JOSÉ—Sim senhor.
PINTO GALLO—Se elle vier, que espere. Sáio mas não me demoro. Vou procurar D. Alexandre Nobre para lhe agradecer o empenho que tomou em me servir com a maior brevidade.
JOSÉ—Então o fidalgo vem brevemente servir o patrão?
PINTO GALLO—És tolo ou fazes-te?! Basta de perguntas e respostas. Não te esqueças do que te recommendei. (sae).
JOSÉ—Não ha-de haver novidade.