*IV*

Que pandeiretas o silencio d'este quarto!…
As paredes estão na Andaluzia…
Ha danças sensuaes no brilho fixo da luz…

De repente todo o espaço pára…,
Pára, escorrega, desembrulha-se…,
E num canto do tecto, muito mais longe do que elle está,
Abrem mãos brancas janellas secretas
E ha ramos de violetas cahindo
De haver uma noite de primavera lá fóra
Sobre o eu estar de olhos fechados…