II
Preciso de fatal inspiração,
Não bebida na fonte de Hypocrene,
Como o enfermo que em grave indigestão
Carece vomitar, ou tomar séne.
Acode-me com o estro de febrão,
Que delire em linguagem torpe, infrene.
Oh! Musa, qual Medéa ardendo em furias,
Incita-me ás poeticas luxurias.