IV

E seja o canto meu feroz, medonho,
Que similhe ao uivar do voraz lobo,
Ao crocitar dos corvos; enfadonho
Como o sorrir alvar de informe bobo,
Que a tratar o assumpto, que proponho,
Requer-se petulancia, e tal arroubo,
Que o leitor, deliquido n'um desmaio,
Me pareça assombrado pelo raio: