II

Quando o Tedio, com plumbeo capacete,
Esmaga a fronte ao homem desolado,
E o Fausto pensador vê a seu lado
A Negação sentada ao seu bufete,

Seu labio é vil tres vezes, se repete
Preces vãs e esconjuros, humilhado:
O nome de Homem, tragico e sagrado,
Só a quem desafia a Deus compete!

É grata a maldição á alma robusta
Do que nenhum pavor divino assusta,
E no Vasio ergueu seu templo e altar…

Mais fecundo que o Céo, creou o Inferno
A blasfemia.—Honra, pois, e preito eterno
A Satan, que nos deu o blasfemar!

1873.