IV.
A M. E.
Terra do exilo! Aqui tambem as flores
Tem perfume e matiz; tambem vicejam
Rosas no prado e pelo prado adejam
Zéfiros brandos suspirando amores:
Tambem ca tem a terra seus primores;
Pelos vales as fontes rumorejam;
Tem a noute seus sopros, que a bafejam,
E o ceu tem sua luz e seus ardores.
Em toda a natureza ha amor e cantos,
Em toda a natureza Deus se encerra…
E comtudo esta é a causa de meus prantos!
Eu sou bem como a flor que não descerra
Em clima alheio. Que importam teus encantos?
Não és, terra do exilio, a minha terra!