XX.
Ignoto Deo.
Senhor! eu sou teu filho! eu sou aquele
Que tanta vez pecou, porem, contrito,
Tanta vez tem erguido a ti o grito
Da aguia que o tufão no alto compele.
E a aguia sofre tambem, como ave imbele,
E mais que ela (que pôe mais alto o fito)
Mas da aguia, que lutou, o brado aflito.
Senhor! o teu ouvido não repele.
Eu não cáio, meu Deus, sem ter lutado;
Fraco sou, por que sou de barro e limo,
Porem na tua Lei medito e sismo.
E eu sou teu filho! A um filho desgraçado
Que ha-de um páe recusar? Oh, dá-me arrimo,
Estende-me tua mão por sobre o abismo.