*AOS VENCIDOS*
Quando é que emfim virá o claro dia,
—O dia glorioso e suspirado!—
Que não corra mais sangue, esperdiçado
Á luz do Sol que os mundos alumia?!—
Que os vencidos não vejam a agonia
Do seu tecto de colmo incendiado,
E se ouça retumbar o monte e o prado,
Ao tropel da velloz cavallaria?!
Quando é que isto será?—Quando na vida,
Virá ella, a doce hora promettida,
Hora cheia d'amor, e desejada!…
Em que fataes Cains, fartos da guerra,
Nosso sangue não beba mais a terra…
—E nem mesmo a Justiça use d'Espada?!