*CAIN*

Cain no mundo errante, desterrado,
Fugindo á sua dôr cruenta e dura,
Morria sobre um valle, abandonado,
No sollo primitivo da Escriptura.—

O remorso—esse mal que não tem cura—
Não abatia o peito allucinado
Do que nasceu no seio do Peccado
Que herdou depois a géração futura.

Do Ceu sem mendigar luz nem consollo
Conservava inda erguido e altivo o collo;—
Mas nessa hora fatal que a todos vem…

Cain velho rebelde,—e atheu primeiro—
Nosso pae, nosso irmão, como um guerreiro.
Bradou, caindo—Ó Terra! ó Minha Mãe!