*HORA MYSTICA*
Hour of love
(Byron. Parisina.)
Do pôr do Sol áquella luz sagrada,
Eu perdia-me… ó hora doce e breve!
Meu peito junto ao seu collo de neve,—
—N'uma contemplação vaga e elevada!
Nossas almas s'erguiam, como deve
Erguer-se uma alma á Luz afortunada;
Do mar se ouvia a grande voz chorada;
—Palpitavam as pombas no ar leve!
Eu então perguntei-lhe, baixo e brando:—
Em que mundos de luz é que caminhas?…
Que torre está tua alma architetando?…
—Ella travando as suas mãos das minhas,
Me disse, ingenua, então:—Estou scismando
No que dirão, no ar, as andorinhas?!