*O AMOR DO VERMELHO*
(Nevrose d'um Lord.)
A idéa de teu corpo branco amado,
Belleza esculptural e triumphante,
Persegue-me, mulher, a todo o instante,
—Como o assassino o sangue derramado!
Quando teu corpo pallido, e brijado,
Abandonas ao leito—palpitante,
Quem jámais comtemplou em noute amante,
Tentação mais cruel, tom mais nevado?!
No emtanto—duro, excentrico desejo!
—Quisera as vezes que a dormir te vejo
Tranquilla, branca, inerme, unida a mim….
Que o teu sangue corresse de repente,
Fascinação da Côr!—e extranhamente,
Te colorisse pallido marfim!