*O INCONVENIENTE DE MATAR A MULHER*
(A Alexandre Dumas Filho)[3]
Matei-a!… Sobre o leito desmanchado
Morreu!… Mas o remorso me povôa!
E, agora, vago solitario e á tôa,
N'uma tristeza immensa despenhado!
Quando o punhal no arminho immaculado
Enterrei… Sempre a mágoa me corrôa!
Ella chorou, gritando-me… Perdôa!
Morro!… e morreu!… Ó lyrio ensanguentado!
E agora aonde irei! Horror! Tortura!…
O ceo é o seu olhar! A noute escura
Lembra-me sempre o seu cabello preto!…
E, ó supplicio dos crimes verdadeiros! —Ouço, em chusma, gritarem-me os livreiros: Quando é que sae agora o seu folheto?…