*O VELHO*
D'entre os males crueis da Humanidade,
A que os vis animaes estão sujeitos,
Nenhum mais triste e cheio de defeitos…
Do que a dura e imbecil senilidade!
N'esta quadra de prantos e saudade,
Ha velhos d'alvas barbas sobre os peitos,
Que nos fazem lembrar, pelos seus geitos,
Orang-otangos de provecta edade.
E eu vi um velho assim!… Seus fortes braços…
Tinham como a rijesa dos bons aços…
E os seus gestos seriam d'um guerreiro…
Se não fossem seus labios já sem dentes,
Fazendo uns gestos comicos, ridentes…
—Como um macaco em cima d'um coqueiro!…