*OS BRILHANTES*
Não ha mulher mais pallida e mais fria,
E o seu olhar azul vago e sereno
Faz como o effeito d'um luar ameno
Na sua tez que é morbida e macia.
Como Levana… esta mulher sombria
Traz a Morte cruel ao seu aceno,
O Suicidio e a Dôr!… Lembra do Rheno
Um conto, á luz crepuscular do dia.
Por isso eu nunca invejo os seus amantes!
—E em quanto hontem, gabavam seus brilhantes,
No theatro, com vistas fascinadas…
Tortura das visões… incomprehensiveis!
Em vez d'elles, cri ver brilhar—horriveis
E verdadeiras lagrimas geladas!