DOIS CATURRAS
Nas serenas tardes de verão, dormida a sésta regulamentar, o dr. Leandro e frei Antonio, costumavam ir dar juntos um passeio. Sempre methodicos e taciturnos sahiam de casa á hora conveniente, para se encontrarem junto da igreja, sem esperarem um pelo outro. A menor falta n’este ponto, um simples minuto de tardança, era caso para recriminações da parte do que chegasse primeiro, recriminações manifestadas em monosyllabos de desgosto e n’uma ou n’outra phrase curta e rapida, atirada para o silencio com pronuncia desdenhosa: «Pegou-lhe bem na somneca», «Ficou abarrotado com o jantar», «Isto foi pinga de mais...» Mas depois seguiam cabisbaixos pela encosta acima, as mãos cruzadas sobre os rins, as bengalas pendentes, e paravam de vez em quando, para tomar um pouco d’ar. Junto da ermida da Senhora do Amparo, d’onde se disfructa uma paizagem restricta e pacificadora, cada um ia-se sentar no seu banco de pedra, á distancia d’alguns metros, como se fossem desconhecidos. E o frei Antonio, homem d’um fundo de bondade mais rancoroso, depois de saborear a primeira pitada, costumava dizer avulsamente, referindo-se a uma collina fronteira:
—Como é bello aquelle monte lá em cima! E é-o por ser unico!...
Leandro, fingindo que não ouvira, monologava:
—Pena é não haver outro monte igual, do lado d’acolá, por causa da symetria!... Seria incomparavelmente mais bello!
Estas palavras, já significavam uma tregua e uma reconciliação. Eram ironias mansas ao fim de muitos annos de argumentos, em viva polemica, esmorraçando mesas, quebrando cadeiras que atiravam ás paredes juntas com apostrophes. Porém nunca cederam, nem uma pollegada, n’este valioso ponto de esthetica que os separava. Frei Antonio sempre partidario da unidade, da simplicidade absoluta, e por extensão de principio do pernão, detestava o par. Tinha orgulho em ser padre, só por causa do celibato. No seu casaco sacerdotal e na ampla batina usava um unico bolso, para n’elle incluir todas as coisas do seu uso—a caixa, as chaves, o lenço vermelho, um pequeno breviario...
E justificava-se:
—Em quanto usei muitos, nunca encontrava o que queria. Agora é só metter a mão e prompto. A caixa?... Aqui. (mostrava-a). O breviario?... Eil-o. As chaves? o lenço?... Tudo, n’um ai.
Exhibia os objectos com o semblante glorioso d’um prestimano. Era agressivo e até insolente para todos que lhe não acceitavam a invenção. Mostrava-se propagandista, loquaz, capcioso, argumentado pelo seu lado.
O dr. Leandro deleitava-se com a opinião diametralmente opposta. Pela unidade e por tudo quanto era impar tinha mais do que desdem, tinha desprezo. Dizia, como phrase de sentença, que a natureza nunca podia ser manca. Para irritar o seu amigo, na presença de muita gente, extasiou-se diante da insignificante igreja de S. Francisco, só porque tinha duas torres iguaes. Fingiu-se enthusiasmado, mostrando um pasmo acintoso e offensivo, e exclamou com os braços abertos:
—Que bello! Olhem como são perfeitamente iguaes! Como é sublime a symetria!
Frei Antonio sorriu amargamente, encolhendo os hombros, e respondeu com mal desvanecido azedume:
—Deus, a suprema perfeição, é Um! Um só!
E espetando o dedo no ar demorou-se com elle, vingadoramente, diante do nariz do doutor, que objectou:
—Mas Jesus Christo, a encarnação do pae, tinha duas naturezas, divina e humana.
O sacerdote enchendo-se de cordura disse-lhe:
—Não gosto de metter n’isto o divino; mas podia responder que sendo tres,—tres!—sublinhou com emphase—as pessoas da Santissima Trindade, essas mesmas se reduzem a uma.
—É tolo—ainda acrescentou o outro.—Não sabe que pela conta do marinheiro, as pessoas da Santissima Trindade são dez.
—Que diz você seu hereje!—cresceu o sacerdote indignado.
O doutor explicou tranquillamente:
—Pois não sabe? Olhe. As pessoas da Santissima Trindade são tres; Padre, Filho, Espirito santo—seis; tres pessoas distinctas—nove; um só Deus verdadeiro —dez.
Os circumstantes riram-se; o frade afastou-se trombudo; e, por agora, o advogado ficou victorioso, mostrando-o d’um modo saliente.
Como andavam sempre juntos, de momento a momento se levantavam novas birras. O dr. Leandro, que era magro, pertinaz e acintoso estava sempre a espicaçar o egresso. Nunca o convidava para jantar, sem que o numero de convivas fosse par. Levava-os ao jardim para verem as flores e notava-lhes, sempre com insistencia, que as disposera pelo systema de parelhas (de coices—acrescentava o frade). Se tinha de abrir uma janella procurava logo estabelecer uma corrente d’ar, escancarando outra, o que endiabrava o clerigo, que vivia no terror das constipações. Em tudo se mostrava o rancor d’estes dois irreconciliaveis amigos. Indo no seu habitual passeio, se encontravam alguem a cavallo, o sacerdote aproveitava logo o momento para dizer:
—Bonita egua! Não haverá outra como ella, para a emparelhar?
O dono, se era vaidoso, respondia indubitavelmente:
—Nunca a encontrei. Pois tenho corrido um rôr de feiras!
O sacerdote insuflava n’um sarcasmo mordente:
—É porque não procurou bem. Aqui este senhor era capaz de lh’a arranjar.
—Pois não arranjaste!—duvidava o dono da egua.
O doutor procurou immediatamente a sua desforra. Logo que viu O das perdizes, na sua carruagem puchada pela ostentosa parelha de baios, disse-lhe:
—Ó Pessanha! Se esses teus cavallos fossem differentes era muito melhor, diz aqui o frei Antonio.
—Pelo amor de Deus! não valiam dois patacos! Uma parelha assim, é muito mais cára.
O frade resmungou.
—Variatio deletact, meu fidalgo. D’essa maneira até fazem mal á vista.
E quando se distanciou a carruagem, disse o sacerdote avulsamente:
—O universo é um.
—Os mandamentos da lei de Deus são dez e reduzem-se a dois.
—Já lhe fiz saber que não gosto de metter n’isto o divino, e lembro-lhe que a gente faz cada coisa por sua vez.
O doutor apostrophou-o:
—Quantos olhos tem o senhor na sua cara?!...
—E não via as coisas muito melhor se tivesse um só, na testa por exemplo, como os Cyclopes? Até não havia o perigo de se entortarem.
Leandro insistiu:
—Quantas pernas tem o senhor? quantos braços?
—E por quantas boccas come e diz asneiras o meu amigo! Por quantas gargantas engole?—arremetteu o frade. O que o senhor tem decerto, é dois juizos e nenhum d’elles vale tanto, como o casco d’uma cebola podre.
Estava-se nas vindimas. O advogado ía todos os annos para a Feitosa e acompanhava-o alli durante algum tempo frei Antonio. Era um costume já antigo. Leandro quiz d’esta vez apertar com argumentos materiaes a paciencia do sacerdote. «É preciso provar ao latinista—pensou—que vale mais do que um simples casco de cebola podre, o meu juizo.» Logo que frei Antonio chegou á Feitosa, onde o doutor já o esperava, feriu-o uma novidade nos antigos e sustentados habitos d’aquella casa:—era a existencia de duas mezas de jantar, uma para cada um. O doutor só deu esta explicação:
—O senhor tem o seu systema, eu cá tenho o meu.
E na meza de Leandro havia dois talheres, dois pedaços de pão e duas canecas de vinho. Em frente d’um dos pratos estava uma cadeira, com um travesseiro a fingir de pessoa e esse travesseiro tinha um chapeu na cabeça, um bigode de sedas de cavallo e conservava-se impertigado, n’um sentido de troça.
O sacerdote, teve um riso amarello, fingiu que chasqueava e observou com grandeza de animo:
—Tambem é a unica companhia que merece.
E foi-se sentar á sua meza, que tinha tudo estrictamente para um; mas em quantidade muito resumida, tanto de vinho, como de pão. Depois de se ter sugeitado heroicamente a esta prova durante alguns dias, tomou a resolução de assentar junto de si dois bonecos de palha, pedindo que lhe servissem os seus companheiros.
O doutor, que se não quiz mostrar vencido, levou ainda mais longe a premeditada vingança, ordenando que no quarto onde sempre ambos dormiam, houvesse uma só cama. Frei Antonio, um tanto perturbado, quando á noite viu isto, perguntou á velha Joanna:
—Quem diabo vem a ficar aqui?
—Os senhores ambos. Ora o demo da brincadeira dos homes!
E o advogado accrescentou:
—Em coisa de cama sou pela unidade. As ultimas chuvas tem arrefecido o tempo.
Ora, se havia coisa no mundo á qual o sacerdote preferisse a morte, era a dormir com outro. Homem gordo, d’um suar facil, impaciente no sonho, gostava de roncar á vontade, de alargar as pernas e deitar os braços de fóra, quando lhe approuvesse. Antes passar a noite no chão, n’uma mangedoura, ou sobre tôjo!... Desde que outro padre, n’uma estalagem de Tras-os-Montes, o atirára da cama ao chão, estando elle a dormir e tendo por essa occasião ferido a testa e o nariz nos cacos d’um objecto que se quebrou, nunca mais acceitou companheiro de dormida.
Leandro sabia que o atacava no ponto mais fraco. O frade disse simplesmente, em tom resoluto:
—P’ra graçola é de mais! Bem sabe que não durmo com outro. Então monto a cavallo e vou-me já, mesmo de noite, embora.
—Pelo que vejo, a respeito de cama... para dois... duas?!—disse com ironia o doutor, mostrando-lhe a outra que estava n’um quarto proximo.
E como não concluira ainda a sua argumentação pelos materiaes, quando no dia seguinte, frei Antonio procurava os butes, para ir dizer a missa conventual, a que se compromettera, encontrou sómente um. Sem ainda calcular a significação do acontecimento, veio á porta em palmilhas de meias, e gritou pela frincha que abriu:
—Ó Joanna! O outro bute?
—Pergunte por elle ao senhor doutor.
O ecclesiastico comprehendeu e disse zangado:
—Mau! mau! mau que m’arrenego!
Então Leandro, com ingenuidade fingida, respondeu-lhe do quarto:
—Passou ahi hontem um pobre, descalço d’um pé e dei-lho. O amigo tem na realidade dois pés?
Frei Antonio, com ar apopletico, em mangas de camisa e em palmilhas, o grosso tronco batido pela luz da janella do corredor, retorquiu energicamente:
—Tenho sim senhor e você tem quatro. Ponha cá o bute e deixemo-nos de chalaças. Já tocou ha um pedaço. Se essa gente fica sem missa por causa das suas brincadeiras... quero ver.
Isto passava das marcas. O sacerdote procurou um meio de tirar a desforra. Havia de ir ter-lhe ao bolso, que era aonde doia mais ao sovina do Leandro. No Bracarense da vespera annunciava-se a proxima chegada, á cidade dos Arcebispos, da actriz Emilia das Neves, tão celebre e tão gabada, que alli ia representar no theatro de S. Geraldo. O padre, encobrindo ruins intentos, convidou o doutor para irem a Braga. O advogado chasqueou-o por esta manifestação de mundanidade, porém o ecclesiastico explicou-se com modo circumspecto:
—Não que ella só representa dramas sacros. Nem o senhor Arcebispo, consentia outra coisa, na sua cidade.
Combinaram-se n’uma apparente harmonia, acceitando ambos este periodo de tregua. O frei Antonio fazia de bolsa. Como era expedito, sagaz e conhecia Braga, o seu amigo facilmente lhe entregou a administração das finanças communs. Porém, mal conhecia o advogado o que podia dar o rancor d’um frade, que é espicaçado no que elle tem de mais precioso, o appetite. As humilhações, as zangas, a quasi fome d’alguns dias na Feitosa, haviam dado ao rotundo ecclesiastico um faro agudissimo de vingança. Logo na diligencia principiou por comprar tres bilhetes, entregando dois a Leandro que observou seccamente:
—Na verdade eram bem precisos tres logares, attendendo a que o senhor não é um homem, é uma pipa.
Em Braga, no Transmontano, o doutor notou que o dono da hospedaria, um velho coxo e rabugento, que estava sempre a praguejar deante do forno, se ria descompostamente a tudo quanto lhe segredava o seu velho amigo frei Antonio e que dissera depois d’um d’esses colloquios:
—Então afinfa-lhe? Trinca-lhe bem e entorna-lhe melhor? Vae valido.
E tambem percebeu que o sacerdote accrescentára:
—Tudo á farta e contas separadas.
Porém Leandro não se deu por achado. Alongou os beiços, sorriu com esforço e á mesa onde estavam tres talheres, mostrou uma apparencia calma e de coragem.
Por certo que identicas advertencias haviam sido feitas ao Miguel, um creado bebedo e feio, que jogava a batota com os hospedes, pois que esse Miguel, ao segredo do frade retroquiu olhando de soslaio para Leandro:
—S’tá dito! Que pandigos!
E apesar da resolução em que o doutor estava de se mostrar digno e conveniente até ao fim, não pôde deixar de se sentir estrangulado pela indignação, quando viu que o seu amigo lhe comprára dois bilhetes para o theatro. Isto não tinha geito nenhum, era atirar dinheiro pela janella sem necessidade! Na hospedaria, fechado dentro do seu quarto, que estava preparado para duas pessoas, quando elle era só um, exclamou voltado para o tecto:
—Este padre é o demonio! Mau raio, se lhe não espeto uma faca n’aquelle bandulho!
Minutos depois veio pelo corredor frei Antonio que disse, fallando pelo buraco da fechadura:
—Adeus Leandros, boas noites.
E logo em seguida, o Miguel acrescentou com a sua voz avinhada:
—Com bem passem, senhores doutores.
O advogado que já estava na cama e com a luz apagada, ressonou forte, para não responder. No dia seguinte levantou-se cedo, com o fim de ir sósinho almoçar debaixo da Arcada. Mas frei Antonio, que o espiava, seguiu-o de perto, entrando logo depois d’elle e mandando vir para tres. Leandro ao sair a porta do botequim, pronunciou de si para si:
—Isto acaba hoje! Deixa estar que hoje acaba!
Tinha, porém, urgente necessidade de mandar fazer uma roupa de panno preto—sobrecasaca, calça direita, collete de ceremonia com uma só ordem de botões; fazenda boa que lhe durasse o resto de vida, que servisse para visitas e festas. Frei Antonio conhecia na rua do Souto um mercador de confiança; o doutor era menos pratico na cidade e por isso não teve remedio senão entregar-se-lhe. Pareceu-lhe que n’este particular não podia haver novidade. Foram ambos, ao lado um do outro, silenciosos e escandalisados.
Em quanto um mestre de atraz da Sé tomava as medidas, fallou-se de politica... em deputados... e o negociante, homem discreto, de barba em serrilha opinou:
—Boa asneira! Esfalfa-se a gente para os mandar p’ra essa Lisboa e lá não fazem mais do que andar na pandiga, com moçoilas e em treatos. Tributos são de cada vez maiores! No tempo do senhor D. Miguel...
O alfaiate, absolutista sanguineo, parou subitamente e disse n’uma arremetida, olhando por cima dos oculos, com a medida suspensa da mão:
—E acraditam, que o rei legitimo, não ha de vir pôr fóra do seu reino esta cambada?!
Todos concordaram em que havia de vir, menos o doutor que já lhe tinha perdido as esperanças e se fizera liberal.
Quando voltaram á terra, Leandro teve uma viva polemica com frei Antonio, por causa d’aquellas asneiras fóra de casa. Não era por gastar mais ou menos uma moeda, porém embirrava com tanta tolice deante de desconhecidos. O frade respondeu-lhe que bom gado era porcos, levou-o de troça e continuaram nos seus passeios e nas suas caturrices habituaes.
Quinze dias depois, o advogado recebeu pela diligencia de Braga duas encommendas. Abriu a primeira e n’ella encontrou a roupa que mandára fazer. Vinha tudo nos termos e a seu contento. Vestiu-a para ver se lhe estava bem e a velha Joanna que elle chamou para dar parecer, disse que estava mesmo um cravo, e recordou-lhe os seus tempos de rapaz, quando elle vinha de Coimbra e era de todos o mais janota. Fôra n’esse tempo que... Ella era creada da mãe de Leandro, uma boa senhora, temente a Deus, confessando-se a miudo e reprehendendo sempre os atrevimentos e brincadeiras do filho com as moças!... Havia 40 annos que Joanna alli estava e ainda na memoria se lhe avivavam facilmente todos os quadros ridentes da mocidade!...
—Mas a outra encommenda?—lembrou.
—É verdade—disse o doutor—isto não é para mim. Ha de haver engano.
Mas pegou n’ella, remirou-a por todos os lados, apalpou-a, cheirou-a para advinhar o que seria... e nada! Pela terceira ou quarta vez releu o subscripto, que era do mesmo talho de lettra da do negociante que lhe remettia a sua roupa e com os mesmos dizeres.
—Só se frei Antonio tambem encommendou alguma coisa e que m’a mandassem para eu lhe entregar—considerou com o embrulho suspenso nas duas mãos.
Para satisfazer a curiosidade de Joanna, sempre foi desatando os barbantes, com precauções e cautelas, na convicção de que era coisa que lhe não pertencia. Encontrou outra roupa, perfeitamente egual á sua. Não podia presumir brincadeira tão pesada do seu amigo, e, como elle morava perto, mandou-o chamar.
—Sabe para quem é esta coisa?—perguntou serenamente.
—Eu! Como posso advinhar?!
—Nada de brincadeiras—avisou. Será para si?
—Não gasto d’esses luxos. Nem eu cabia dentro d’este pé de meia—retorquiu ironicamente o frade, suspendendo as calças no ar.
—Mas com mil demonios!—interroga colericamente o doutor. Sabe ou não sabe?! Responda.
O frade respondeu com todo o socego:
—É provavel que seja para si. Em Braga, ninguem ignora que o senhor é dois!
O doutor adiantando-se, poz-lhe diante dos olhos um punho cerrado.
—Sabe o que eu ignorava?—gritou. É que o senhor fosse um pedaço d’asno como é!... Que o arrebento, seu odre!
O frade escandalisado, escachou as pernas e apresentando-lhe de frente o seu valente tronco, oppoz-se-lhe com vehemencia:
—Ameaçar-me! olhe que o leva um milhão de demonios, seu cabrito esfolado!
E saiu nobremente da sala. Durante boa meia duzia d’annos, conservaram-se inimigos e sem se fallarem. Porém depois reconciliaram-se n’um jantar de boda, onde ambos se emborracharam até á ternura das recordações, e d’alli ao fim da vida, continuaram a sustentar as suas theorias e a dar os seus passeios habituaes.