*NOTAS*

[1] Bebes bem e vives mal. Fr. Luiz de Sousa confirma este caso, algures, na Vida do arcebispo de Braga.

[2] Nós e nosso rei somos livres, etc.

[3] L. II, Epist. II, v. 51.

[4] O bom vinho alegra o coração do homem.

[5] Marinho escreveu no periodo da usurpação dos Filippes.

[6] Duarte Nunes de Leão ainda via os cavalleiros de bronze cujos cavallos deram o nome ao chafariz. Historiando o reinado de D. Fernando, e a invasão de castelhanos em Lisboa, escreve a pag. 205 e seguintes, da primeira parte da chronica dos reis:

«…E ardeu toda a rua nova, e a freguezia da Madanella e de S. Gião e toda a judaria com a melhor parte da cidade. E para memoria daquelle grande incendio, tomarão h[~u]as fermosas portas da alfandega da cidade para levarem a Castella quando se fossem. E assi quiserão levar h[~u]s cavalleiros de bronze, mui bem feitos, [~q] stavã no chafariz, a que ficou o nome dos cavallos por cuja bocca sahia aquella grossa agua. Mas os cidadãos prevenirão nisso, e os guardarão [~q] lh'os não tomassem, por ser cousa publica, e [~q] sendo levado o terião por affronta. Estes cavallos que… por aquella differença [~q] os antigos tiverão sobre elles os houveram de conservar os governadores da cidade, nestes dias proximos, como poucos curiosos de antiguidades, mandaram sem proposito tirar, donde tantos tempos estiveram.»

[7] Prudencia em tudo.

[8] Sede prudentes como as serpentes, e simplices como as pombas. S. Matt. c. x. v. 16.

[9] Coroemo-nos de rosas em quanto ellas não fenecem.

[10] Gloria aos vencidos.

[11] O orador forrageou os elegantes dizeres, que vão sublinhados, na feracissima seara de um livro do sr. dr. A. Ayres do Gouveia Osorio, intitulado: «A reforma das prisões

[12] Esta chave de oiro do peregrino discurso foi tambem roubada dos thesouros do sr. dr. Ayres de Gouveia, ministro da justiça. Pag. 150, 2.^o vol. da Reforma das prisões.

[13] Não sejas por demasia justo.

[14] Palavras e phrases sublinhadas são plagiatos. O dr. Liborio tinha vasta leitura da Reforma das Cadeias do insigne escriptor, A. Ayres de Gouveia, ministro da justiça, ao fazer d'esta nota (20 de março de 1865, meia-noite).

[15] Já se disse que os primores sublinhados são despejadamente forrageados no livro do sr. dr. Ayres de Gouveia.

[16] A Reforma das Cadeias, part. I, pag. 26.

[17] Ibid., pag. 17.

[18] Antonio Ribeiro dos Santos, 1.^o vol., p. 186.—A. Alexis

[19] É egual o sentir do padre Manuel Bernardes. Diz assim: «Adverte que as varias disposições e accidentes que tocam ao nosso corpo, pegam o seu modo tambem ao espirito… Diversa feição e actualidade tem o espirito de quem vae montado em um formoso cavallo, e o do que vae em um despresivel jumento. Se o teu vestido fôr pobre e roto, repara que o espirito recebe d'aqui alguma disposição differente da que tem quando o vestido é novo e asseado: e assim nas mais cousas. (Luz e Calor. Silva de varios dictames espirituaes.)

[20] Se fores a Roma, vive á moda de Roma.

[21] Creio que os grandes effeitos d'esta narrativa foram detidamente estudados e calculados pelo caminho.

End of Project Gutenberg's A Queda d'um Anjo, by Camilo Castelo Branco