SCENA ULTIMA
OS MESMOS, E D. ALBERTINA
D. Albertina
Aqui estão as inscripções.{281}
Francisco de Valladares (a Leonardo)
Entregue isto á snr.ª D. Antonia. (Leonardo demora-se a olhar para o rôlo com hesitação).
D. Albertina (muito carinhosa)
Então ficas sósinho, Francisco? Sahimos ambas?
Francisco de Valladares
Se sahem ambas?! Sahires tu, minha querida Albertina! Deixa-me então ajoelhar a teus pés, e rogar o teu perdão com as mais contrictas lagrimas que a minha alma te póde dar! (Ajoelha).
D. Albertina (erguendo-o)
Meu filho, estás perdoado com uma condição. Se esta fôr penosa, tem paciencia; peço-te que a acceites, em desconto das angustias que me despedaçaram desde o instante em que estive perdida para o teu coração. Acceitas a condição, meu querido amigo?{282}
Francisco de Valladares
Qual condição?!
D. Albertina (tomando a mão da cunhada)
Has de perdoar-lhe... (Sorrindo) ou eu não perdôo.
Francisco de Valladares
Então é certo que és uma sancta, minha filha?
D. Albertina
Não sou sancta; sou apenas uma mulher que se esforça por que tu sejas sempre um anjo de bondade.
FIM.
Pertencem ao auctor os direitos provenientes da representação dos dois dramas que formam este livro.
Porto 30 de Dezembro de 1870.
CAMILLO CASTELLO BRANCO.
PORTO—IMPRENSA PORTUGUEZA
Rua do Bomjardim, 181