ELUCIDAÇÃO

Em 1911, quando faziamos ainda parte da redacção da Nação, reproduzimos naquelle periodico, n.^o 15.255, de 13 de Outubro, a poesia +Salve, Rei!+, de Camillo Castello Branco, de que mandámos tirar uma separata, de 32 exemplares numerados, sendo 3 em papel Whatman e os restantes em papel de linho nacional.

Estando todos aquelles exemplares distribuidos, e sendo muitos os camillianistas que desejam possuir a poesia +Salve, Rei!+, resolvemos, sem nenhuns intuitos mercantís, que tambem da primeira vez não tivemos, pois que a edição foi destinada unicamente a offertas, fazer a presente reedição daquella pouco conhecida producção do Maior de Todos, como justificadamente os seus mais enthusiastas admiradores cognominaram o auctor do Amor de Perdição e de tantissimas obras que honram a litteratura portugueza.

Eis a razão desta nova especie da extensissima bibliographia camilliana.

Novembro de 1915.

Frazão de Vasconcellos

Nótula da nossa 1.^a edição

A poesia que se segue, dedicada a El-Rei Dom Miguel I, por occasião do seu casamento, foi impressa originalmente, em janeiro de 1852, em uma folha solta, e reproduzida no diario legitimista A Nação, n.^o 1834, de 22 de novembro de 1853, em parallelo com uma outra poesia do mesmo Camillo, transcripta do jornal O Portuense, de 17 de novembro de 1853, em honra de Dona Maria II, a quando do seu fallecimento.

Na sua preciosa Bibliographia Camilliana, refere-se o nosso presado amigo Sr. Henrique Marques a esta pouco conhecida producção do notabilissimo e fecundissimo espirito que foi Camillo Castello Branco, dizendo que viu um exemplar da folha solta, na Bibliotheca Publíca do Porto, e informando mais que o Jornal da Manhã, daquella cidade, a reproduziu no seu n.^o 137, de 19 de maio de 1890.

Frazão de Vasconcellos