PATHOLOGIA DO CASAMENTO.

ACTO I.

DECORAÇÃO.

Uma saleta contigua a um salão de baile, separada por largas portadas de vidro, através das quaes se vêem perpassar, em passeio, damas e cavalheiros.

SCENA I.

Julia, e Leocadia, entrando, como fatigadas, sentam-se n'um sophá. Julia tira da cabeça uma grinalda de flôres brancas, que arremessa com desdem sobre o sophá.

SCENA II.

Julia e Alvaro.

SCENA III.

Jorge e Eduardo.

SCENA IV.

Jorge e depois Julia.

SCENA V.

Jorge, e Eduardo, dando o braço a Leocadia.

SCENA VI.

Eduardo e Leocadia.

SCENA VII.

Leocadia, Eduardo, Julia e Alvaro.

SCENA VIII.

Leocadia, Eduardo e Jorge.

SCENA IX.

Jorge e Leocadia.

SCENA X.

Alvaro , Julia e Jorge.

SCENA XI.

Os mesmos e Eduardo, que vem passando com uma dama pelo braço, e pára.

SCENA XII.

Jorge e Leocadia.

SCENA XIII.

Os mesmos e Julia, e depois, Eduardo e Alvaro.

SCENA XIV.

Os mesmos, e Julia desmaiada nos braços de algumas damas.

CORRE O PANO.

ACTO II.

A scena é na Foz, justamente na praia dos Inglezes. Senhoras e homens tomando banhos; outros, entrando nas barracas, horrivelmente desfigurados, ou, antes, taes quaes a natureza os fez. Sobre os penedos, pinhas de povo que pasmam diante dos ensaios do salva-vidas. Estes podem dizer o que quizerem a tal respeito. O author dá carta branca ao actor para que diga centenares de parvoices: póde até discorrer sobre o dropp se lhe aprouver; mas o melhor é calar-se.

SCENA I.

Afóra estes entes nullos, Jorge e Leocadia sentados em cadeiras.

SCENA II.

Os mesmos, e Eduardo.

SCENA III.

Leocadia e Eduardo.

SCENA IV.

Leocadia, Julia, e Eduardo.

SCENA V.

Leocadia, e depois Eduardo.

SCENA VI.

Eduardo, e depois a viscondessa de Valbom, com um creado de farda, que conduz em sacco de damasco vermelho a roupa de banho.

SCENA VII.

Eduardo e Jorge.

SCENA VIII.

Jorge e Julia.

SCENA IX.

Os mesmos e Alvaro sahindo da barraca, vestido de banho.

SCENA X.

CORRE O PANO.

ACTO III.

Passa-se em casa do visconde de Valbom. Sala faustuosa: luxo sem gosto: muita cadeira de estôfos amarellos: muito relogio: muita bugiaria de vidro, de mistura com porcellanas de Sevres, e adornos d'ouro, sem significação nem serventia. É noite.

SCENA I.

Viscondessa de Valbom, D. Julia, Jorge, visconde de Valbom.

Um creado com uma bandeja, recebe as chavenas do chá; e retira-se.

SCENA II.

Os mesmos e Eduardo.

(Eduardo veste todo de preto. Maneiras muito acanhadas, dando-se uns ares de virtude idiota. Uma cortezia a cada palavra. Recolhido sempre em si, affectando uma imbecilidade moral, de fazer piedade).

SCENA III.

Eduardo e a viscondessa.

SCENA IV.

Os mesmos, D. Leocadia, e Alvaro.

SCENA V.

Os mesmos, e Julia, Jorge, e o visconde.

SCENA VI.

Eduardo, e depois Julia.

SCENA VII.

Eduardo , e depois Leocadia, e depois o visconde na porta do fundo sem ser visto. (Ouve-se ainda a musica da Norma).

SCENA VIII.

Eduardo, e depois a viscondessa, e Alvaro ao fundo.

SCENA IX.

Os mesmos, e Julia, Alvaro, Jorge e Leocadia.

SCENA X.

Eduardo, Jorge, Alvaro, e o visconde.


FIM.