ARGUMENTO DA INTRODUCÇAÕ.
Primarias, e secundarias qualidades dos corpos [§§ 1, 2].
Todas as producçoens da Natureza saõ effeitos da mera combinaçaõ de principios mais simplez [§ 3].
A verdadeira natureza dos corpos, isto he dos seus primitivos principios, he absolutamente desconhecida [§ 4].
Igualmente he desconhecida a natureza das suas secundarias qualidades [§ 5].
Opiniaõ de Aristoteles sobre as Cores [§ 7].
—Dos Cartesianos [§ 8].
—De Newton [§ 9].
Divisaõ do presente Tratado [§ 10].
Explicaçaõ das Taboas [§ 13].
ARGUMENTO DA PRIMEIRA PARTE,
que contem a analysis das cores.
O magestoso espectaculo do Universo, entre huma infinita variedade de Cores, nos presenta seis mais claras, e distinctas: e quaes sejaõ estas Cores [§ 14].
Modo de as preparar para fazer as experiencias, e para se servir dellas [§§ 15, 16].
A Cor Negra provem da mixtura das Cores primitivas, e das que immediatamente dellas se derivaõ [§ 17].
A Cor Branca nasce da extrema divisaõ das mesmas Cores [§ 19].
O Negro he huma cor positiva [§ 20].
O Branco he igualmente huma Cor positiva [§ 21].
O Vermelho, e Verde saõ as duas Cores primitivas [§ 24].
A Cor Azul naõ he primitiva, mas sim derivada do Vermelho [§ 28].
A Cor Amarella naõ he primitiva, mas sim derivada do Verde [§ 30].
ARGUMENTO DA SEGUNDA PARTE,
que comtem a Synthesis das Cores.
SECÇAÕ PRIMEIRA.
Para recebermos a sensaçaõ das Cores, he necessario, que concorraõ trez cousas, a luz, os corpos illuminados, e o orgaõ sensorio [§ 35].
O orgaõ sensorio da vista nada contribue para a formaçaõ das Cores [§ 37].
A formaçaõ das Cores naõ depende só da diversa contextura dos corpos [§ 40].
As Cores primitivas, e as que dellas se derivaõ, dependem para se manifestarem, e da luz, e da contextura dos corpos [§ 43].
Analogia das Cores originarias com o fogo electrico [§ 44].
A Luz, pelo reflexo, transmite a imagem dos corpos; e pelo reflexo, e refracçaõ, os faz ver de differentes Cores [§ 47].
As duas Cores primitivas se manifestaõ pela descomposiçaõ, que a luz padece, urtando os corpos naturaes [§ 48].
A diversidade das Cores resulta da differente combinaçaõ das duas primitivas, e das que immediatamente dellas se derivaõ, nascida das diversas refracçoens, comque a luz se modifica, urtando a superficie dos corpos [§ 48].
Os phenomenos do Prisma saõ os mesmos que os do Iris [§ 49].
SECÇAÕ SEGUNDA.
A Natureza, para colorir todo o Universo, se servio unicamente de duas Cores; mas a Arte para imitar as suas admiraveis obras, necessita de se servir de seis [§ 51].
Para mudar as Cores, se devem mudar as superficies [§ 52].
Modo de formar toda a sorte de Cores [§ 55].
ARGUMENTO DA TERCEIRA PARTE,
E esta Hermeneutica.
Divisaõ de todas as Cores [§ 68].
Vocabulario das Cores, que contem a explicaçaõ das Cores mais conhecidas, segundo os principios deste Tratado; indicando ao mesmo tempo a similhança, que ellas tem com as Cores das Taboas A, B, C, D, ou com as seis Cores genericas da [Tab. XIV]. n. 1. 2. 3. 4. 5. 6.