INDICE DOS CAPITULOS
I—Como El-Rei D. Affonso de Castella chamado Emperador, casou sua filha
Dona Tareja com o Conde D. Anrique, dando-lhe em casamento Portugal por
Condado com certas condições.
II—Do Tronco, e linhagem Real de que descendem os Reis de Portugal, e donde se chamou Portugal.
III—Como D. Egas Moniz criou a D. Affonso filho do Conde D. Anrique, que foi são por milagre de N. Senhora da aleijão com que naceo.
IV—Como o Conde D. Anrique adoeceo á morte, e das palavras que disse a seu filho ante que falecesse.
V—Como D. Affonso Anriques tanto que seu pai faleceo se fez chamar
Principe, e levando-o a enterrar se alçou em tanto a terra com sua mãi
D. Tareja.
VI—Como o Principe D. Affonso Anriques peleijou com seu padrasto, e foi vencido, e como tornando outra vez á batalha o venceo, e prendeo, e a sua mãi com elle.
VII—Como o Principe D. Affonso Anriques peleijou com El-Rei D. Affonso
de Castella, chamado Emperador como seu avô, e o venceo, e tomou as
Fortalezas que estavam alçadas por sua mãi, e como andando nisto veio um
Rei Mouro cercar Coimbra.
VIII—Como El Rei D. Affonso de Castella chamado Emperador veio cercar o Principe D. Affonso Anriques seu primo a Guimarães, e como D. Egas Moniz lhe fallou, de modo que lhe fez levantar o cerco.
IX—Como El-Rei D. Affonso de Castella levantou o cerco de sobre Guimarães, e do desprazer que o Principe D. Affonso teve, do que nisso fez D. Egas Moniz.
X—Como D. Egas Moniz se foi apresentar com sua molher e filhos a El-Rei
D. Affonso de Castella pela menagem que lhe feito tinha em o cerco de
Guimarães.
XI—Como D. Egas Moniz livremente despedido del-Rei D. Affonso de Castella se tornou a Portugal, e o sahio a receber o Principe, o qual apoz esto juntou gente, e foi tomar Leiria.
XII—Como o Principe D. Affonso Anriques abalou com gente a guerrear aos
Mouros a terras de Alentejo, e como no caminho adoeceo, e morreo D. Egas
Moniz, e do seu enterramento, e da muita devação dos Cavalleiros
daquelle tempo.
XIII—Como o Principe D. Affonso passado o Tejo foi buscar El-Rei Ismar, que com quatro Reis, outros, e infinda Mourama vinha contra elle, e como sentaram seus arraiaes um á vista do outro.
XIV—Como os Portuguezes vista a multidão dos Mouros requereram ao Principe D. Affonso que escuzasse a batalha, e da fala que o Principe fez sobre esso.
XV—Como N. Senhor appareceo aquella noite ao Principe D. Affonso
Anriques, posto na Cruz como padeceo por nós.
XVI—Como o Principe D. Affonso Anriques depois de ordenar suas azes para peleijar com os Mouros no Campo Dourique foi levantado por Rei.
XVII—Como o Principe D. Affonso depois de alevantado por Rei de Portugal deu batalha a cinco Reis Mouros no Campo Dourique, e do grande vencimento della.
XVIII—Como El-Rei D. Affonso Anriques depois da batalha vencida acrecentou em suas Armas sinaes que mostrassem o que lhe alli acontecera, e da nova que houve do Corpo de S. Vicente por alguns que ahi foram tomados.
XIX—Como Daciano veio a Espanha por mandado do Emperador de Roma, e mandou matar S. Vicente depois de muito atormentado por prégar a Fé de Christo.
XX—Como o Corpo de S. Vicente foi trazido ao Cabo que se ora chama de S. Vicente, e como El-Rei D. Affonso o foi lá buscar, e não o podendo achar se tornou para Coimbra.
XXI—Do recado e embaixada que o Papa mandou pelo Bispo de Coimbra a El-Rei Dom Affonso Henriques sobre a prisão de sua mãi, e o que nisso passou com o Bispo.
XXII—Aqui falla Duarte Galvão autor como este feito d'El Rei D. Affonso
Henriques, e outros similhantes, nos bons principes devem ser julgados.
XXIII—Como o Papa mandou um Cardeal a D. Affonso Henriques sobre a prisão de sua mãi e sobre o Bispo que elle fizera, e do que entre elles se passou em Coimbra.
XXIV—Como El-Rei D. Affonso Henriques sabendo a partida do Cardeal escondida, cavalgou a pós elle, e do que depois de alcançado com elle passou.
XXV—Como depois desto El-Rei Ismar que foi vencido no campo Dourique veio tomar Leiria, e o Prior de Santa Cruz de Coimbra foi a Alentejo, e tomou Arronches, e como El-Rei D. Affonso tornou outra vez a tomar Leiria aos Mouros.
XXVI—Como El-Rei D. Affonso tornou a dar Leiria ao Prior de Santa Cruz,
e assi tambem Arronches, em todo o espiritual, ficando o temporal com os
Reis de Portugal, e como El-Rei cazou com Dona Mofalda filha do conde D.
Anrique de Lara.
XXVII—Das bondades da Villa de Santarem, e seu termo, e como El-Rei D.
Affonso propoz, e ordenou em sua vontade de a tomar, e a tomou.
XXVIII—Como El-Rei D. Affonso Anriques fazendo tregoa com os Mouros de Santarem mandou lá a D. Mem Moniz a espiar a Villa, e do conselho que teve com os seus para ir sobre ella.
XXIX—Como El-Rei D. Affonso Anriques partio com sua gente para ir tomar Santarem, e do voto que fez no caminho a S. Bernaldo, o qual naquella hora lhe foi revelado lá em França, onde estava.
XXX—Como El-Rei D. Affonso Anriques descubrio aos seus que iam sobre
Santarem, e das rezões que disse a todos.
XXXI—Como El-Rei D. Affonso Anriques chegou de noite aos Olivaes de
Santarem, e dos sinais que pareceram.
XXXII—Como El-Rei D. Affonso Anriques e os seus escalaram a Villa de
Santarem, e foi entrada, e tomada.
XXXIII—Como Auzary Alcaide de Santarem, tomada a Villa, fugio para
Sevilha, e El-Rei se tornou a Coimbra e donde se chamou a Villa
Santarem.
XXXIV—Como El-Rei D. Affonso Anriques ordenou de ir cercar Lisboa, e a tomou, e das gentes Estrangeiras que para esso houve em sua ajuda.
XXXV—Do que El-Rei D. Affonso Anriques fez depois de entrada a Cidade de Lisboa, e tomada, e do que falou, e passou com as gentes Estrangeiras.
XXXVI—Dos milagres que Deus mostrou pelo Cavalleiro Anrique Alemão que morreo quando a Cidade de Lisboa foi entrada.
XXXVII—Como o Cavalleiro Anrique appareceo em sonhos a um homem bom, mandando-lhe que soterrasse um seu Escudeiro apar delle, que na entrada de Lisboa muito ferido morrera.
XXXVIII—Da palmeira que naceo na cova do Cavalleiro Anrique, e dos milagres que Deus por elle fazia.
XXXIX—De como El Rei D. Affonso Anriques ordenou de fazer Lisboa
Bispado, e quem foi o primeiro Bispo della.
XL—De como El-Rei D. Affonso Anriques ordenou Prior no Moesteiro de S.
Vicente de Fóra, e quem foi primeiro Prior delle, e de que Ordem.
XLI—Dos Lugares que El-Rei D. Affonso Anriques depois tomou na
Estremadura, e Alem do Tejo.
XLII—Dos filhos que El Rei D. Affonso houve, e como cazou sua filha
Dona Mofalda.
XLIII—Como El-Rei D. Affonso tomou Cezimbra, e Palmela, e peleijou, e venceo El Rei Mouro de Badalhouse com muita Mourama.
XLIV—Do desvairo que sobreveio antre El-Rei D. Affonso Anriques e
El-Rei D. Fernando de Lião seu genro, e como se quebrou a perna a El-Rei
D. Affonso, e foi prezo del-Rei D. Fernando, por caso da perna quebrada.
XLV—Em que fala, e amoesta Duarte Galvão Autor, quanto se devem escuzar as maldições dos pais, e mãis aos filhos.
XLVI—Como os Mouros vieram com Albojame Rei de Sevilha cercar El-Rei D. Affonso Anriques em Santarem, e como El-Rei foi a peleijar com elles, e os desbaratou e venceo.
XLVII—Como o Corpo de S. Vicente foi achado por uns devotos homens que o foram buscar.
XLVIII—Como o Corpo de S. Vicente foi posto na Sé de Lisboa.
XLIX—Como El-Rei D. Affonso Anriques ordenou de mandar o Ifante D. Sancho seu filho a Alentejo a guerrear os Mouros, e das rezões que lhe sobre ello disse.
L—Do Alardo que El-Rei D. Affonso Anriques mandou fazer em Coimbra, da gente que mandava com o Ifante D. Sancho seu filho, e como em partindo no meio da Ponte se despediram todos del-Rei.
LI—Das jornadas que o Ifante D. Sancho fez, e como partio de Evora guerreando os Mouros até Sevilha, onde fez falla aos seus ante que com os Mouros peleijasse.
LII—Como o Ifante D. Sancho peleijou com os Mouros de Sevilha, e o esperaram ante a Cidade, e do grande vencimento que houve.
LIII—Como os Mouros foram cercar Beja, e o Ifante D. Sancho o soube, e foi sobre elles a soccorre-la, e da batalha que com elles houve sobre ella.
LIV—Como os Mouros cercaram Porto de Mós, e foram desbaratados por D.
Fuas Roupinho Alcaide do Castello.
LV—Como D. Fuas Roupinho peleijou no mar com os Mouros, e os venceo, e tomou delles nove Galés.
LVI—Como D. Fuas Roupinho tornou outra vez sobre mar, por mandado del-Rei D. Affonso contra Mouros, e foi desbaratado, e morto elle, e os seus.
LVII—Como Almiramolim, que Emperador de Marrocos se dizia, entrou em Portugal com muitas e inumeraveis gentes, e cercou o Ifante D. Sancho, em Santarem, e em fim foi vencido e desbaratado por El-Rei D. Affonso, que veio a soccorrer seu filho.
LVIII—Como cazou Dona Tareja filha del-Rei D. Affonso Anriques a derradeira, com D. Felippe Conde de Frandes.
LIX—De como veio adoecer El-Rei D. Affonso Anriques, e de seus grandes louvores, e cavallarias em soma brevemente tocadas mais que dinamente escritas.
LX—Dos annos que El-Rei D. Affonso Anriques viveo, e do dia, mez, e era em que se finou, e onde foi sepultado.