IV

Igual ao mar sombrio
Meu coração profundo...

Tem tempestades, coleras,
Mas perolas no fundo!

Vem! vem
Pousar, ó dôce amada,
Teu peito contra o meu...

Sou negrinha, mas meu peito
Sente mais que um peito branco.

E a negra p'ra os mares
Seus olhos alonga;
No alto coqueiro
Cantava a araponga.