VI
Quando te vejo, despertam no meu pobre coração as melodias e as dôces melancolias d'amor, como na primavera se reanimam as aves e desabrocham as violetas.
Quando me fallas, tudo se alumia com constellações apaixonadas, e parece que passam dentro de mim todos os aromas das magnolias.
Mas se me dizes que me queres muito, sinto que vem logo um estranho inverno descorar-me as faces, desfolhar-me a alma de todas as emoções, e cobrir de geada todos os loucos desejos.
Oh! nunca me digas que me queres muito!