XV
Eu andava perdido pela floresta escura e sonora. As estrellas, como grandes olhos curiosos, espreitavam atravez da folhagem. Eu era o tenebroso, o inconsolavel, o viuvo. Errava pela floresta, e a espaços cantava uma canção vagamente triste como o susurro dos cyprestes:—depois dizia palavras iradas, e asperas como os cardos;—e mais adiante uma oração indefinida enchia-me todo o coração, e saía-me pelos labios, como uma açucena branca que se abre dentro de um copo, e que o enche.
E por cima de mim, ó meus amigos! ó minha bem amada! os ramos estendiam-se para os mil e mil pontos do infinito, como para mostrar ás cantigas, ás iras e ás orações todas os caminhos do ceu.