N
NABABO—É a posição que mais me sorri, com dez mil elephantes, carregados de oiro. Se eu a apanhasse, veriam o que era ter graça para fazer diccionarios!
NAÇÃO—Não se conhece nenhuma tão feliz como a nossa. Acorda um momento para se gabar da sua historia gloriosa, e logo torna a adormecer! Deus te abençoe, mãe de heroes... passados!{184}
NACAR—Oh, menina, se ao menos eu tivesse as perolas! deitava as conchas fóra.
NACIONALISAR—Em linguagem de varios litteratos, é abastardar peças francezas com portuguez mascavado.
NADAR—É bom saber, mas convem mais não precisar d'isso. Por mim, preferia nadar em dinheiro. E tu, leitor?
NAMORADA (RICA)—Prodigio de belleza, ainda que seja feia como o grande diabo.
—(POBRE) Carapau, do que se dá aos gatos.
NAMORADEIRA—Especie de mosca. Tanto pousa na flor como no estrume.
NAMORAR—Fazer de urso.{185}
NAMORO—Primeira expressão da parvoice humana, assim como o casamento é a ultima, segundo affirmam os descontentes.
NARCOTICO—Um livro do senhor V.
NAVALHA—Lyra dos poetas do fado.
NAVIO—Viajante, a quem as viagens estragam e não illustram.
NAYADES—Em Lisboa são fingidas por aguadeiros.
NUDEZ—Uso economico e primitivo, ao qual a policia declarou guerra, para proteger os alfaiates e as modistas.
NULLIDADE—Genero que sempre tem saida, apesar da sua abundancia.
—Varão conspicuo.
—Nunca se deprecia, porque serve de marca nas contradanças politicas.{186}
{187}