O traidor

A minuciosa exposição que Yago fizéra a Rodrigo do plano que tinha in-mente, bastaria para que os nossos leitores tivessem noticia exacta de quanto havia succedido durante as duas horas que passaram desde a separação dos dois amigos até o momento em que o inesperado toque do sino de alarme levou a inquietação e o desassocego a todos os habitantes de Chypre, incluindo n'este numero o proprio Othello.

Mas, se, para maior clareza da narração é imprescindivel por um lado conhecer a descripção pormenorisada do succedido e assim chegar ao desenlace d'esta tragica historia sem uma solução de continuidade que prejudicaria notavelmente a comprehensão dos factos; pelo outro, seria impossivel, omittindo tal narração, seguir passo a passo as interessantes e accidentadas peripecias do complicado drama cuja base principal assenta na ambição e na inveja de uma alma perversa, nascida para a infamia e para o crime.

Assim, sigamos Iago no momento em que, ao separar-se do primo de Desdemona, entrou no quartel onde, á entrada, o estavam esperando para a ceia o tenente Cassio e o nobre Montano, governador da ilha de Chypre e representante da Republica Veneziana, na ausencia de Othello.

—Boa noite, prudente Cassio; saude e prosperidade, illustre Montano, cumprimentou o alferes ao entrar, dirigindo-se aos companheiros e superiores.

—Graças a Deus que vieste; julgavamos que tivesses esquecido que te esperavamos! exclamou Cassio ao vêr entrar o amigo.

—Pelo que prevejo, interrompeu Montano esboçando um sorriso malicioso, este bom Iago, apezar de ter uma esposa deveras formosa, não faz má cara ás mulheres do proximo, especialmente quando são jovens lindas; e como abundam em Chypre as que reunem estas duas qualidades, graças sejam dadas ao Amôr e a Venus, certamente se atrazou, dando uma volta pelas ruas da ilha, com o perverso proposito de render alguns corações mais do seu gosto.

—Acertaria no alvo o vosso gracejo, se visasseis o nosso tenente, que tem, na verdade, fama de irresistivel com as bellas, replicou Iago esboçando um sorriso intencionado, de que só elle percebeu a transcendencia. Quanto a mim detesto as saias, por instincto de conservação, e não trocaria uma só garrafa de bom vinho de Chypre por todas as mulheres casadas, viuvas ou solteiras, que vivem na ilha.

—Parece-me, Iago, observou Cassio affectuosamente, que acabas de fazer duas affirmações duplamente exaggeradas: uma, aquella em que alludes á minha boa estrella junto das bellas, que seja dito de passagem, só existe na tua imaginação, pois confesso-te que, até agora, não tenho na minha folha de serviços uma só conquista que valha referencia.

—Nunca é tarde quando a sorte nos sorri, replicou astutamente Iago.

«Ha quem assegure que estás a caminho de entrar por assalto n'uma praça que mais de um nobre veneziano, teu compatriota, invejaria.

—Não te comprehendo, respondeu Cassio com estupefacção tão profunda como sincera retratada no semblante.

—Saibamos, saibamos que praça é essa e veremos se é digna de disputal-a o bello Cassio! exclamou alegremente Montano.

—Se elle guarda segredo, não sou eu que tenho o direito de desvendal-o, disse hypocritamente o alferes.

—Guardo segredo porque não sei a que aventura te referes, respondeu Cassio de boa fé. Explica-te, peço, porque conseguiste intrigar-me.

—Modestia, pura modestia, discreção levada até á mudez! disse rindo o alferes. Cassio, felicito-te porque és um cavalleiro digno de ter vivido nos bons tempos do rei Arthur. Mas, continuou, dando deliberadamente outro rumo á intencional charada, cada vez me convenço mais de que o mundo está cheio de paradoxos e nós proprios o somos.

—Porquê? perguntou Montano com estranheza.

—Nada mais simples, respondeu Iago. Vocês esperavam-me com impaciencia, o que evidentemente accusa um apetite devorador; por minha parte tambem declaro que não vinha menos resolvido a entender-me com uma boa ceia. Pois bem, em vez de aproveitarmos o tempo predispondo o estomago com meia duzia d'essas veneraveis garrafas que nos escutam, para entrarmos depois heroicamente pelos manjares, estamol'o perdendo lastimosamente, fallando de mulheres, isto é, do assumpto menos substancial e mais perigoso que pode tratar-se entre cavalleiros.

—Indubitavelmente esta noute estás pouco amavel e galanteador para as damas, valente Iago, respondeu Montano rindo.

—Nem mais nem menos do que n'outras occasiões e nem menos nem mais do que o merecem, disse Iago.

E passando em revista meticulosa as garrafas poeirentas que se viam sobre a mesa artisticamente posta, pegou n'uma de respeitavel antiguidade, a julgar pelo aspecto e pela marca que ostentava na rolha, abriu-a e encheu de riquissimo e perfumado vinho os copos dos companheiros e o d'elle. Seguidamente e sem dizer palavra, bebeu-o de um trago e fez estalar a lingua com a placida expressão de um bebedor satisfeito.

Montano fez com o copo o mesmo que Iago fizera com o d'elle; mas o tenente Cassio contentou-se com leval-o aos labios e humedecel-os ligeiramente com o dourado nectar.

—Como! exclamou Iago apparentando indignação e assombro ao ver que o seu amigo voltava a por sobre a mesa o copo tão cheio como o levantára. Não bebes comnosco, ou não aprecias este vinho, herdeiro directo da sagrada ambrosia com que Jupiter obsequiava de vez em quando os seus amigos do Olympo? ignoras, por ventura, desgraçado, que o vinho de Chypre foi consagrado pela historia, atravez dos seculos, até que vencendo o seu rival Falerno, teve a honra de toldar com frequencia o cerebro de Alexandre, de produzir as gloriosas alegrias de Alcibiades, de servir de vehiculo para o veneno que matou Britanico e de inspirar os versos de Nero e os pontapés que o imperial artista dava em Popêa para a expulsar dos festins, quando o estorvava nos seus desabafos amorosos com os mancebos romanos? Ignoravas isto, infeliz? Pois bem, é um peccado de lesa ignorancia, indesculpavel n'um homem ponderado como tu; mas, apesar de tudo, Montano e eu perdoamos-te com a melhor vontade do mundo, dado que honres o historico vinho como nós o honramos.

—Nunca bebo! respondeu gravemente Cassio.

—Porquê? perguntou com curiosidade Montano. É talvez algum juramento?

—Não, respondeu o tenente; a minha repugnancia em beber obedece sómente a que o vinho me ataca de tal modo a cabeça, que basta um copo para transtornar-me por completo e fazer de mim um homem absolutamente diverso de que sou no estado normal.

—Mas ceando, aventurou Iago, é outra coisa, e affirmo que não te succederá mal algum. Além d'isso, proseguiu alegremente para animar o companheiro, estás entre amigos e, se a bebedeira te der para dormir, mandar-te-hemos deitar n'um fôfo e confortavel leito, ou então rir-nos-hemos se te der para nos insultar.

—Um homem embriagado é um ente desprezivel, e por cousa alguma d'este mundo consentiria em chegar a semelhante e lastimoso estado.

—Pois bem, disse deliberadamente Iago; ceêmos; de qualquer forma, affirmo que saberei obrigar-te a brindar comnosco, dado o caso que o nosso exemplo não te leve por motu proprio a provar o historico nectar.

Acto continuo serviram-se os primeiros pratos, e durante minutos apenas se ouviu o ruido produzido pelos dentes ao triturarem os tenros ossos das presas que devoraram.

Inesperadamente Iago levantou-se e enchendo os dois copos que ainda estavam vasios, pegou no d'elle e brindou:

—Pelo feliz matrimonio do nosso general e para que nunca veja perturbado com a mais ligeira nuvem o céu de seus amores com a bella Desdemona.

E dirigindo-se a Cassio, accrescentou:

—Atreve-te a recusar este brinde, e asseguro-te que Othello nunca te perdoará a descortezia, se um dia vier a sabel'a.

Cassio vacillou um segundo; mas, instado por Montano, que juntou os seus rogos aos do alferes, pegou no copo e bebeu-o de um trago dizendo:

—Á saude do general, e pela eterna felicidade do seu matrimonio!

E em seguida cahiu na cadeira, sombrio e taciturno, como arrependido de ter quebrado tão facilmente a resolução de permanecer sobrio.

Continuou a ceia, animada pela pittoresca conversação do alferes e pela alegria natural e espontanea de Montano, e, passado algum tempo, o primeiro voltou a erguer-se, encheu novamente os trez copos, e disse levantando o seu:

—Brindemos pela gloria e prosperidade de Veneza e pelo triumpho das suas armas sobre todos os inimigos!

Montano e elle emborcaram os copos d'um só trago; mas o tenente, sem despejar o seu, disse em tom resoluto:

—D'esta vez não beberei, já lhes fiz a vontade, apezar de contrariado, e por isso espero que não insistam mais.

—Prevês o que se dirá, replicou Iago, sem dar importancia ás palavras do amigo, quando se souber, e saber-se-ha comcerteza, porque as paredes teem ouvidos, que não quizeste brindar pela gloria de Veneza, depois de ter brindado pela felicidade do homem que te protege? Pois toda a gente affirmará, continuou, sem parecer notar o olhar colérico que lhe dirigia o companheiro, que não passas d'um adulador egoista, que pretende afagar os poderosos, para medrar á sombra d'elles, e que, como florentino afinal, te importa pouco que a Republica triumphe ou seja derrotada pelos seus inimigos.

Cassio cravou no miseravel um olhar ameaçador e apertando convulsivamente os queixos um contra o outro, como para conter as palavras que estavam prestes a escapar-lhe dos labios, pegou no copo e bebeu nervosamente até á ultima gôtta.

Outra vez proseguiu a scena, e foi então Montano quem, excitado já pelas libações, ainda que bastante senhor de si, encheu os tres copos e disse apresentando o seu:

—Pela total ruina do poderio turco, e para que o leão de S. Marcos destroce, definitivamente, nas suas garras, a orgulhosa meia lua!

O tenente Cassio, sem que em tal momento tivesse ninguem que o provocasse, foi o primeiro a tocar no copo do nobre anfitrião.

Mas, apenas bebeu o vinho que continha, soltou uma blasphemia, e cravando no alferes os olhos esgazeados, cuspiu-lhe á cara este insulto:

—Iago, és um miseravel!

Immediatamente arremessou o copo contra o solo e sahiu, cambaleando.

—É melhor seguil-o, pois vae em mau estado e pode praticar qualquer disparate! observou prudentemente Montano.

—Não te preoccupes com elle, illustre amigo, replicou Iago com indifferença, Já desabafou commigo e agora irá direitinho deitar-se e curtir a bebedeira.

«Conheço-o perfeitamente, pois ha muito tempo que o acompanho e sei que isto lhe succede com frequencia.

—Como! exclamou Montano admirado. Pois não nos affirmou que nunca bebe?

—Ora! respondeu o miseravel. Isso dizem por causa do general todos os bebedos que resistem pouco e teem, além de medo, mau vinho!

«Aposto dez escudos de ouro em como terás encontrado em tua vida muitos homens, que, como Cassio, teem, poderiamos assim chamar-lhe, o pudor da bebedeira, porque, quando recobram a razão, se envergonham da conducta que tiveram durante o estado de embriaguez.

«Isto, porem, rematou Iago, com malevola intenção, não os impede de tornar a beber, fazendo-se algo rogados para cobrir as apparencias e desculpar o juramento que costumam fazer a miudo, e de que se arrependessem nas occasiões opportunas.

—É certo! disse Montano convencido. Confesso, porém, ter chegado a acreditar ser Cassio um homem de caracter, incapaz das ridiculas pechas dos espiritos fracos. Desprezo os homens que não teem o valor da convicção das suas qualidades e dos seus vicios, e nunca pensei que o tenente de Othello pertencesse a semelhante classe de individuos.

—Porque não o conheces, volveu perfidamente Iago. Quanto a mim, estou habituado a estas scenas, e, como sempre que bebe, me insulta, ouço os ultrages como quem escuta a chuva. Isto te foi dado observar ha pouco.

—Sem duvida, disse Montano n'um tom affectuoso. Bem pode dizer esse bebedo que tem em ti um verdadeiro amigo.

—Sim, estimo-o, respondeu Iago, e prefiro, por isso, que desabafe comigo, a que o faça com outro qualquer; pois o insulto poderia acarretar-lhe desgosto sério, como já por vezes tem estado a ponto de succeder-lhe, quando não me encontro junto d'elle.

—Mas, pôe-se de tal modo quando bebe? Perguntou Montano.

—É verdadeiramente insupportavel; para qualquer outro que não tenha a minha paciencia, torna-se aggressivo e turbulento, e não ha meio de reprimir-lhe as insolencias senão castigando-o severamente.

—N'esse caso, observou Montano em tom de pezar, repito que fizemos mal em o deixar sair d'aqui... Quem sabe, se...

Não poude terminar a phrase, porque n'aquelle momento faziam-se ouvir, não longe d'ambos, os gritos espantosos de um homen que pedia auxilio desesperadamente, e antes que tivessem tempo de se refazerem da surpreza, entrou na sala, com flecha, um individuo vestido de marinheiro, que vinha seguido de perto pelo tenente Cassio. Este proferia a tropel blasphemias e maldições agitando a espada que empunhava.

—Hei de espetar-te como um frango, meu grande tratante! gritou o tenente ao entrar em casa, apóz o marinheiro, o qual, como já terão adivinhado não era outro senão Rodrigo, que havia seguido fielmente as instrucções dadas por Iago para a execução do plano.

—Socorro, socorro, que me mata! gritou Rodrigo com voz que reboou por todo o edificio, despertando os homens de armas.

—Alto ahi, amigo Cassio! exclamou Montano severamente. O que fazes não é proprio de cavalleiro!

—Se ha aqui alguem que não seja cavalleiro, esse és tu, covarde defensor de malandrins, respondeu gritando Cassio, emquanto ameaçava de tal modo Montano com a ponta da espada, que o defensor de Chypre teve de dar um salto para traz e arrancar da que trazia para defender-se, pois corria o risco de ter o peito atravessado pela lamina do adversario.

Limitou-se, porém, a aparar os ataques furiosos que lhe dirigia o tenente, completamente fóra de si, emquanto Rodrigo, Iago e os soldados que haviam acudido, armavam tal barulho com as exclamações e gritos, que o escandalo não tardou em propagar-se desde o porto até ás primeiras ruas da ilha cujos pacificos habitantes perguntavam assustados o que se passava, julgando-se ameaçados por qualquer invasão de turcos.

Entretanto seguia Montano defendendo-se dos ataques do tenente. Mas, num movimento que fez, ao aparar terceira estocada, teve a desgraça de ferir-se, ficando a descoberto, e recebendo em pleno peito a ponta da espada do adversario, que se lhe enterrou duas pollegadss na carne.

Cahiu no solo o nobre patriota, emtanto que os soldados conseguiam desarmar Cassio, que ficára como attonito ao ver Montano por terra. Entretanto Iago escapou-se sem ser visto e logrou assim chegar até o sitio onde estava a sineta de alarme, pela qual puxou furiosamente por bom espaço de tempo.

Os repetidos e violentos toques acabaram de pôr em alvoroço toda a ilha, cujos moradores saltavam apressados dos leitos, tomados do maior panico.

Armou-se uma confusão indescriptivel, e um dos primeiros a abandonar o repouso e armar-se foi Othello, que, depois de acalmar quanto possivel a inquietação de Desdemona, sahiu do palacio, seguido de alguns officiaes, para inquirir as causas de semelhante escandalo nocturno.

Não tardou em averiguar que a origem do reboliço partira do corpo da guarda situado no porto; e quando, ao apresentar-se alli, encontrou Montano ferido, Cassio desarmado e preso de um atordoamento indiscriptivel, que lhe impedia dar qualquer explicação, e Iago lamentando-se tragicamente do occorrido, ficou profundamente admirado; não tardou, porém, em succeder ao assombro uma cólera tal, que fez estremecer de terror quantos conheciam os terriveis arrebatamentos de tal homem, exceptuando o alferes que, longe de atemorizar-se ao ver o general dementado pela colera, sentiu o maior jubilo, enforçando-se todavia para não o dar a conhecer, porque, por muito, que devesse regosijar-se ao ver o exito alcançado pelo seu infame plano, a manifestação mais ligeira de tal regosijo teria sido uma imprudencia que lhe podia custar cara.

Conseguintemente, em vez de se mostrar satisfeito, accentuou mais ainda a tristeza da attitude e o tom das lamentações, e quando Othello lhe ordenou severamente que o informasse de todo o occorrido, o miseravel fez um relato permenorisado, tratando de desculpar apparentemente o amigo, mas, na realidade, aggravando de tal modo a sua conducta e as consequencias possiveis do escandalo a que havia dado logar em taes circumstancias, empregando phrases tão campciosas como intencionadas, lamentando com tão bem simulada sinceridade que por uma ligeira imprudencia, segundo elle dizia, se tivesse chegado até ao extremo de tocar o sino de alarme e interrompido o somno do seu general; fez resaltar, em seguida, com, tão perfida astucia, o desastroso effeito que a grave ferida do nobre compatriota podia causar nos habitantes da ilha, ainda que, segundo accrescentou, Cassio nunca fizera tal cousa a não ser sob o imperio da embriaguez; apresentou n'uma palavra, tão avultados os factos, fingindo diminuil-os, que, quando acabou a narração, condimentada com protestos de lealdade para com Othello e de sincero affecto para Cassio, o general completamente enganado pelas palavras do traidor, e muito mais irritado contra o tenente do que antes de ter ouvido Iago, estendeu-lhe afectuosamente a mão, e disse:

—Vejo que te conduzes para comigo com a mesma prudencia e fidelidade de sempre, emquanto este homem, e indicou Cassio que permanecia a alguma distancia, aguardando ordens e já completamente sereno, abusa da minha confiança pelo modo indigno como procedeu esta noute.

«Pois bem: saberei dar a cada um o que em justiça lhe corresponde. Tu, meu bom e fiel Iago, não continuarás muito tempo sendo alferes, prometto; e quanto ao que diz respeito, accrescentou levantando a voz e dirigindo-se a Cassio, a partir d'este momento ficas exonerado do teu cargo de tenente e privado da minha amizade, de que tão indigno te mostraste.

—Mas general, tratou de intervir hipocritamente Iago, emquanto lhe brilhava nos olhos um fugitivo relampago de infernal alegria, vêde que o castigo é excessivo para a falta!

—Se é, ou não só me compéte julgal-o, replicou Othello. Silencio e acompanha-me ao Palacio.

E, levando após si o traidor e o jubiloso alferes, Othello abandonou o corpo da guarda, deixando Cassio, entregue á desesperação que lhe causava o ignominioso castigo que acabava de soffrer e ver-se privado do affecto e estima de um homem a quem realmente amava como a irmão.