Prologo
Auctorisado por aquelle que me deu o ser, e de que posso lisongear-me, venho receioso offerecer-lhe este insignificante trabalho.
Pouco versado nas lides da litteratura, não posso dedicar-lhe uma obra digna do seu bom nome, mas o desejo que tenho de testemunhar a minha gratidão pelos obsequios de que lhe sou devedor, anima-me a proseguir na empresa encetada.
Tenho razões para acreditar que a sua bondade não póde ser satisfeita por uma offerta de tão pouca importancia, mas, tal qual é, acceite-a como a primeira producção d'uma arvore nova, cujas vergonteas ainda fracas pelos poucos annos, que tem de{VIII} vegetação, apezar do extremoso cuidado que o agricola tem empregado na sua cultura, não podem dar ao fructo senão a belleza compativel com as suas forças.
Regozijo-me com a escolha da pessoa a quem offereco a minha producção; porque tenho a certeza de que o seu bom senso e indulgencia, hão-de desculpar as faltas que ella necessariamente ha-de conter.
O AUCTOR.{9}