Museus
Museu Nacional de Bellas Artes—Foi creado por decreto de 16 de Julho de 1895 e inaugurado em 25 de Dezembro de 1896. São cêrca de 350 os exemplares expostos. Começou por 4 salas e hoje occupa 17, comprehendendo o legado da collecção Adriano Rossi, a collecção, comprada, de Aristobulo del Valle, as principaes obras das collecções de Arraga e Andrés Lamas, 22 mesas incrustadas de nacar, 1:180 pranchas gravadas em cobre, de Piranesi, offerta do governo italiano, e muitas doações particulares, de nacionaes e estrangeiros. A escóla franceza de pintura, a mais largamente representada, ostenta quadros, entre outros, de Corot, Troyon, Bourguignon, Rousseau, Courbét, Monvoisin, Brune, Français, Gustave Doré, Luminais, Laurens, Maillart, Boyer, Papety, Charles van Loo, Gustave Michel, Victor Gilbert, Montenard, Roll, Raphael Collin, Puvis de Chavannes, Meissonier, Le Sueur, Ribot, Blanchon, Vollet, Albert Besnard, Duez, Netter, Tassaert, Lefebvre, Richter, Granié, Saint-Auge, Charton Isabey, Willette, Victorien Bastet, Brissot de Warville, Gaston Prunier e Gervex.
Segue-se, em numero, a escóla italiana, cujos representantes são Luca Giordano, Tintoretto, Salvator Rosa, Annibal Carracci, Lippo Memi, Morone, Belloni, Piazzeta, Castiglione, Barabino, Tiépolo, Piranesi, Mitti-Zanetti, Gignous, Armenise, De Rubelli, Agujary, Mantillo, Luigi Rossi, Arduino, De Dominicis, Celentano, Manzoni, Mancini, Deleani, Trentacoste, Patizzi, Victor de Pol e Arduino.
Da escóla hespanhóla, ha quadros de Murillo, Alonso Cano, Juan de Joanes, Sánches Coello, Barbudo, de la Rosa, Villavicencio, Goya y Lucientes, Ruiz Luna, Sancha, José de Villegas, Sorolla y Bastida, Doniengo, Meifren, Menezes Osorio e Ramon Cásas.
Representam a escóla flamenga, Adrien Brawer, van Thulden, Franck el Viejo, van Crayer, Adrien van Utrecht, Jacob van Oost, Le Roy el Viejo, Jan Chalon e Ferdinand de Braekeleer.
Os hollandezes são Barthelemy van der Helst, Schellinks, Both, de Wet, Adrien van Ostade e Palamede Stevens.
Ha quadros allemães de Albrecht Adam, Tirchbein, Stadler e Deiker; russos de Chelmonski; norte-americanos de Myers Boggs, Sterner e Alexander Harrison; suecos de Allan Osterlind e Ingeborg Westfalt; inglezes de John Phillip, Schgoer, Hicks, West, David Wilkie e Benham Hay; suissos de Steinlein e uruguayos de Blanes e Pallejá.
A escóla brasileira está representada por Decio Villares, Aurelio de Figueiredo e Rowley Mendes. Finalmente, dos pintores argentinos, ha quadros de Correa Morales, Pueyrredón, Agrélo, Franklin Rawson, Collivadino, Giudice, Vela, Malharro, Della Valle, Rodriguez Etchart, Mendilakarzu, Lastra, Boneo, Cafferata, Irurtia, Dresco, Ripamonte, Alonso, de la Cárcova, Sivori, Ballerini, Ricardo Garcia, Schiaffino, Julia Wernicke, Quirós e Maggiolo. Entre as obras primas dos auctores já citados, figuram La Educacion de la Virgen, de Alonso Cano, El Paño de la Veronica, de Murillo, o Ecce Homo, de Juan de Joannes, La Mujer y el Toro, de Roll, Los Estañadores, de Meissonier, Partida de Caza, de Schellincks, Retrato de Ombre, de Jacob van Oost, El Borracho, de Branner, Arlequin danza, de Degas, Perfil de Mujer, de Puvis de Chavannes, Alegoria de la Confraternidad Brasileño-Argentina, por Decio Villares.
Este Museu possúe uma bibliotheca, em formação, de historia e critica artistica.
Quanto á esculptura nota-se um busto, de marmore branco, de Victorien Bastet—La Abandonada; e muitas copias de trabalhos célebres. Aurora y Céfalo, Jarrão de Sévres, de François Le Moyse. O director d’este estabelecimento adquiriu, ultimamente, na Europa, cêrca de mil e duzentos exemplares esculpturaes e estatuarios, muitos de grande valor, mas que ainda não estão expostos. O aspecto geral d’este museu, não obstante o seu valor artistico, é sombrio e mesquinho, para o que muito contribúe a sua péssima installação, na rua Florida, 783, altos da Academia das Bellas Artes.
Museu de Historia Natural—Este Museu, que occupava um velho edificio da rua Perú, esquina da rua Alsina, está actualmente fechado por motivo de mudança. Foi fundado pelo Presidente Rivadavia, em 1823. Deu-lhe grande desenvolvimento o professor allemão Burmeister, que o dirigiu durante trinta annos. As suas secções principaes são a zoologica, com cêrca de 26:000 exemplares; a paleonthologica, com o numero, approximado, de 4:500 exemplares; a ethnologica, com uns 1:600 objectos, a botanica, com cêrca de 2:400 especies nacionaes e estrangeiras; e a secção geologica-mineralogica, com 6:500 exemplares. A bibliotheca especial d’este museu, compõe-se de uns 12:000 volumes.
Museu Historico Nacional—Occupa um pavilhão em dois pavimentos, na rua Defensa, 1:600, ao lado do parque Lezama. No 1.º pavimento ha uma ampla galeria, um corredor, um salão e 2 gabinetes, cujas paredes estão cobertas de retratos a oleo, quadros de batalhas, gravuras e aguarellas, quasi todas sobre assumptos militares. Ao centro e encostados ás paredes, estão vitrinas e armarios envidraçados contendo uniformes e outros objectos que pertenceram aos mais famosos generaes da Republica, e a alguns estrangeiros, entre elles o celebre presidente do Paraguay, Francisco Solano Lopez. Tambem lá estão varios trophéus, entre elles uma bandeira do 2.º regimento de infantaria do exercito brasileiro, tomada no combate de Ituzaimbó, em 1827. O pavimento inferior, apenas encerra um salão com retratos, quadros, lithographias e moveis historicos.
Este museu é essencialmente militar, e por militares é inspeccionado, sendo franqueado ao publico apenas duas vezes por semana, aos Domingos e Quintas-feiras, da 1 ás 4 da tarde. Á entrada estão varias peças e alguns obuzes de bronze. A notar, ainda no 1.º pavimento, uma sala especialmente dedicada ao general patriota San Martin, contendo o seu busto, uniforme, armamento, condecorações, a reproducção da casa de Boulogne-sur-Mer, onde elle falleceu e varios outros objectos que lhe pertenceram.
Museu de Armas—Na rua Paraguay, n.º 1321, é a residencia do general Garmendia, que possúe um importante museu de armas.
A collecção começou a ser feita em 1894 e continúa a ser enriquecida com objectos dados e doados por amigos do general, e por outros que elle pessoalmente adquire.
As armas são antigas e modernas, nacionaes e estrangeiras. D’estas, a melhor e a mais rica secção é a indiana. Escudos, punhaes, carabinas, espadas, floretes, arcabuzes, alabardas, pistolas, lanças, adagas, canhões, achas, trabucos, obuzes, metralhadoras, couraças, mochilas, balas e outros projectis, de tudo se vê em profusão e documentado. Não ha catalogo. Chamam, especialmente, a attenção os punhaes turcos e marroquinos, as armas indianas e algumas levantinas, assim como varios escudos, couraças e alabardas da Edade Média.
Em Buenos-Aires, como em todos os grandes centros civilisados, ha muitos collecionadores particulares, especialmente de bric-á-brac.