+ÁCERCA DO HOMEM E DA MULHER+
Lembro-me de uma oleografia que havia em minha casa. A oleografia estava cheia de amarello do Deserto. O amarello do Deserto era mais comprido do que a vida de um homem se não fôsse o galope do cavallo onde o arabe rapta a menina loira.
Na oleografia havia uma palmeira. A palmeira era tão pequena como a esmeralda do anel da menina loira. A palmeira era assim tão pequena porque estava muitissimo longe.
Era em direcção à palmeira que ía a correr o cavallo.
Havia outra oleografia quando já tinham chegado à sombra da palmeira. O cavallo estava como morto por terra. O arabe, êsse, ainda nunca tinha estado cançado—tinha a menina loira nos braços, como a esmeralda estava no anel.
Eram trez as oleografias. Na terceira oleografia estava sósinha a menina loira a dar de mamar a um menino verdadeiro.