*SCENA IV.*
O Genio, e Tropa.
Graças, ó Numes, sucumbio a infame.
Heróes, eu vos bemdigo o Marcio fogo,
O rápido valor, que n'hum momento
A melhor das Nações salvou do estrago…[1]
Mas, Deoses, soffrereis, que n'outro clima,
Talvez á infamia sua ignoto ainda,
Sobre o lenho orgulhoso aporte a Fera,
E tóxico respire, e peste exhale:
O sacri1egio pune; hum raio, ó Jove,
Hum raio a torne cinza, hum raio abysme
O ligneo Torreão no equóreo centro[2]
Annuiste-me, oh Deos: He chammas todo!
Lá cabe, lá se desfaz, e o Tejo o sorve.
Vai, Monstro , vai saber, desesperado,
Se he fantasma a Razão, se he sonho o Inferno,
Vai no horrendo tropel dos teus sequazes
De momentanea flamma á flamma eterna;
E eu, ministro dos Ceos, submisso aos Fados,
Vou por mão de hum Mortal encher seus planos.[3]
[1] Vai-se a Tropa. [2] Cahe o raio sobre o Baixel da Libertinagem, e o abraza. [3] Vai-se.