+SONETO II.+

Se o Grande, o que nos Orbes diamantinos
Tem curvos a seus pés dos Reis os Fados,
Novamente me dér ver amimados
De modésta Ventura os meus Destinos;

Se acordarem na Lyra os sons Divinos,
Que dórmem (já da Gloria não lembrados)
Ao Côro ethéreo, candidos, e alados,
Honrar com Elle hum Deos ireis, meus hynos.

Mas, da humana Carreira inda no meio,
Se a débil flor vital sentir murchada
Por Lei que envôlta na existencia veio;

Co'a mente pelos Ceos toda espraiada,
Direi, de Eternidade ufano, e cheio:
«A Deos, ó Mundo! ó Natureza! ó Nada!»