+SONETO XIII.+

Se as arduas Leis da sãa Filosofia
Sacra Egíde não são contra a Desgraça,
Então em que desdiz a humana Raça
Das outras, que Razão não alumia?

Seus venenos distille a Tyrannia,
Raivoso o Fado em raios se desfaça:
Alma, que o lume da Razão repassa,
Sórve tranquilla o néctar d'Alegria.

Quando a Ventura ao pensamento acóde,
E não próva revezes o Desejo,
Embates d'Afflição qualquer sacóde.

Aos males na constancia ser sobejo
A poucos dado foi; Elmano o póde:
Dá, que hum novo troféo gloríe o Téjo.

Moniz.

Ao Senhor Manoel Maria de Barbosa du Bocage, em resposta ao Soneto pag. 6., pelos mesmos coasoantes.