+SONETO XV.+
Nos puros Lares teus assoma, irado,
Vulcano em ondas de indomavel chamma;
Impetuoso cresce, horrivel brama:
Parece accezo pela mão do Fado!
Em ferventes vorágens desmandado,
Tudo afêa, ennegrece, abraza, inflamma,
E em cinza inutil, súbito, derrama
Teus merecidos bens, Manéschi honrado.
Mas tu dessa fatal, visivel Péste,
Dessa, do Inferno imagem devorante,
O damno, estrago, horror baldar pudéste.
Rico de huma Alma singular, constante,
Tens, tens tudo: Amizade, que te préste,
Dó, que te chóre, e Musa, que te cante.
A composião deste Soneto he anterior á minha molestia, mas a Gratidão me ordena pô-lo aqui.
A huma Donzella de estremada Belleza, de rara Virtude, e morta na flor dos annos.