I
Canto a belleza, canto a putaria
De um corpo tão gentil, como profano;
Corpo, que, a ser preciso, engoliria
Pelo vaso os martellos de Vulcano:
Corpo vil, que trabalha mais n'um dia
Do que Martinho trabalhou n'um anno;
E que atura as chumbadas, e pelouros
De cafres, brancos, maratás, e mouros.