GLOZA I.

Pois fostes olhos meus por quẽ mereço
Da culpa o perdaõ que busco, e quero,
Instrumento do mal que hoje padeço,
Tambem o podeis ser do bem que espero:
Jà de meus altos pensamentos desço,
A vil estado humilde, duro, e fero,
E jà que os males meus por vos saõ dados
Choray, sem descançar, olhos cançados.