GLOZA I.

Agora q̃ meu mal trouxe a meu dãno
Mil annos se detẽ hũ duro inverno,
Que quẽ em hum sò momẽto acha hũ anno,
Hum anno lhe parece tempo eterno;
Assim por castigar meu cego engano,
Por quem jà me naõ rejo nem governo,
As horas mudaõ em annos de tormento,
Horas breves de meu contentamento.