I.

Ainda que a dor da razão priva,
Quãdo a causa della he muito amada,
Ainda que a paixaõ prende, e cativa,
Os discursos de huma alma atormentada.
A fé que sobre a mente he bem que viva,
Pois anda sobre os Ceos alevantada,
Dos males que sentis, e dos que vedes,
Vos consola com os bens, que por fé crédes.