LI.
Correy livres, correy, que amor ordena,
Sejais a meu rigor ancia penosa,
Que naõ comprais alivios a huma pena,
Quando chegais a ser paga forçosa:
Que pois amor por força me condena
Tributar-vos por divida custosa;
Mal podeis mitigar o mal, que tenho,
Quando sois do que devo desempenho.