LVII.
Aquelles olhos donde o Sol furtava
Os melhores thesouros da vaidade,
E em lusidas capellas consagrava
Dous altares Amor a huma beldade:
Aquelles, cuja luz interpretava
Os occultos archivos da vontade,
Estes mesmos erarios da bellesa
Deixa a perder de vista huma feresa.