LXV.

Ay tyrannos crueis! oh sorte dura!
Entre suspiros, diz agonizada,
Que delicto commette a formosura,
Com que possa a bellesa ser culpada?
Oh! deyxai-me esta vida em pena escura,
Se me quereis a morte dilatada;
Que nesta triste dor taõ repetida
Menos me mata a morte, do que a vida.