VII.

Culpa de meu perverso, e vaõ sentido,
Que vendo só mal huma sombra boa,
Mas estimou o mal pelo vestido,
Do que estimou o bem pela pessoa:
Mas posto que me veja hoje perdido,
Em penna que a razaõ tanto magóa,
Como buscar o bem sò a mim convinha,
Do mal que ficou a culpa he minha.