XI.
Qual em berços de purpura vistosa,
Delicias da manhaã, da tarde empresa,
Dos melindres de flor enferma a Rosa,
Desmayado o verdôr, murcha a lindesa;
Pois a que foy de Abril pompa lustrosa,
Livro do amor, emblema da bellesa,
Perde a graça, por vêr que o Sol lhe talha
Do mesmo carmesim gala, e mortalha.