XI.

Temer que seja falsa a esperança;
Que tanto tarda, cansa, e tanto custa,
Temer que os bens, que a fama vos alcansa,
Vos negue a Corte ingrata, dura injusta,
Temer que este temor que tanto cança,
Seja da esperança a paga justa,
Que sejaõ os cortesaõs prometimentos
Sem nenhuma largura comprimentos.