XIV.

Sò o torpe juizo, e insensato,
A quem verdades tais saõ odiosas,
Das cousas preza mais o aparato,
Do que preza, e ama as mesmas cousas;
Sò este a quem por falso jà naõ trato,
Pode por falsas mostras, mas fermosas,
Por huma breve, e vãa desventura,
Aventura hum bem que sempre dura.